Fabio Motta/AE
Fabio Motta/AE

Cadeira 31 da ABL fica com Merval Pereira

Jornalista carioca vence disputa com Antônio Torres e ocupa posto deixado por Moacyr Scliar

Clarissa Thomé / RIO, O Estado de S.Paulo

03 Junho 2011 | 00h00

O jornalista carioca Merval Pereira, de 61 anos, foi eleito ontem para a cadeira 31 da Academia Brasileira de Letras (ABL). Merval, que recebeu 25 votos, é colunista do jornal O Globo e comentarista da Globo News e da rádio CBN. Ele concorria à vaga com o escritor e jornalista Antônio Torres, que recebeu 13 votos - houve 1 abstenção.

Vinte e quatro acadêmicos estiveram presentes à sessão, mas apenas 12 votaram em plenário - 26 optaram por votar por carta.

O presidente da ABL, Marcos Vilaça, lembrou que a eleição de Pereira mantém uma tradição da casa de ter jornalistas entre seus acadêmicos. "Com a eleição de Merval Pereira para ocupar a cadeira 31, na sucessão do saudoso escritor e médico Moacyr Scliar, mantém-se a tradição da presença de grandes jornalistas na Academia. Muitos passaram por esta casa, desde Joaquim Nabuco", afirmou.

Pereira passou o dia em casa, no Leblon, zona sul, e foi informado da sua eleição por um telefonema de Arnaldo Niskier. "É uma sensação muito boa. É uma honra fazer parte da Academia Brasileira de Letras, a instituição cultural mais importante do Brasil", afirmou.

O jornalista afirmou que a campanha foi "amena". "Antônio Torres e eu já nos conhecíamos, mas aproveitamos para estreitar o relacionamento", disse Merval. "Mantivemos um contato permanente."

Carreira. Pereira começou em O Globo como estagiário, em 1968. Na empresa, exerceu as funções de editor nacional, editor-chefe, diretor da sucursal de Brasília, diretor de redação e diretor executivo do Infoglobo.

Também foi diretor de jornalismo de mídia impressa e rádio das Organizações Globo. E teve passagens pela revista Veja e pelo Jornal do Brasil.

Em 1979, recebeu o Prêmio Esso pela série de reportagens "A segunda guerra, sucessão de Geisel", publicada no Jornal de Brasília e escrita em parceria com André Gustavo Stumpf. A série virou livro com o mesmo nome, editado pela Brasiliense. Também é autor de O Lulismo no Poder, publicado pela Editora Record, além de colaboração em outras obras.

Entre os prêmios recebidos pelo jornalista e agora acadêmico estão o Maria Moors Cabot, da Universidade de Colúmbia, e a medalha Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras.

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