Café: chuva deve induzir novas floradas

Mesmo assim, volume ainda não é suficiente para reduzir déficit hídrico nas regiões produtores de Minas

Raquel Massote, O Estado de S.Paulo

03 de outubro de 2007 | 01h06

As chuvas que atingiram o Estado de Minas Gerais no último fim de semana ainda não foram suficientes para reduzir, pelo menos em parte, o déficit hídrico que vem prejudicando as lavouras de café. Apesar do baixo volume e da irregularidade das precipitações, a expectativa é a de que algumas lavouras registrem a abertura de uma pequena florada nos próximos dias.Uma prévia do Boletim de Avisos Fitossanitários, da Fundação Procafé, em Varginha, indica que o déficit atingiu 511 milímetros em setembro, sem nenhum registro de chuvas no período. Para chegar a este índice, os técnicos utilizaram o método de Penman & Monteith, que leva em consideração fatores como temperatura máxima e mínima, umidade relativa do ar, vento, radiação solar e outros. Pela equação de Thorthwaite & Mather, o déficit hídrico ao fim do mês foi de 220,4 milímetros.De acordo com o engenheiro agrônomo da Fundação, Leonardo Bíscaro Japiassú, no acumulado do ano, a região de Varginha acumulou apenas 678,5 milímetros de chuvas, sendo que 241,7 milímetros entre fevereiro e setembro. A média histórica das precipitações até setembro é de 1.464,4 milímetros.BICHO MINEIROCom a seca, os produtores já observam um aumento da infecção pelo bicho mineiro, que provoca desfolha acentuada do cafeeiro. ''''O estrago já está feito'''', avalia o agrônomo.Em Guaxupé, as chuvas foram de apenas 23 milímetros e ocorreram de forma irregular nos outros municípios produtores da área de abrangência da cooperativa local, a Cooxupé. O gerente do Departamento Técnico da entidade, Joaquim Goulart, diz que ainda é difícil mensurar as perdas para a safra 2007/2008, embora haja registros do abortamento de chumbinhos.

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