Caipirinha de compoteira

Vidros de conservas estão virando copos e jarras em bares e restaurantes. Tem gente servindo sucos, drinques, saladas, tortas, sobremesas e até cupcakes em potes de vidro com tampa. A mania começou nos EUA e já chegou a São Paulo. Dois bares da cidade já aderiram.

Tatiana Engelbrecht, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

04 Julho 2013 | 02h09

Quem for ao Tatu Bola, no Itaim Bibi, ou à Peixaria, na Vila Madalena, e pedir uma caipirinha, vai receber a bebida em um legítimo vidro de conserva - que, vale esclarecer, jamais foi habitado por palmitos, pepinos, picles ou congêneres. Todas as embalagens são novas. "Quando o vidro já teve contato com outro produto, por mais que se higienize, um gosto sempre fica", justifica Gabriel Galvão, chefe do bar da Peixaria.

No Tatu Bola, Leonardo Clement, barman da casa, conta que um dos sócios se inspirou em uma viagem ao exterior. No começo, as embalagens chegavam dos EUA. Hoje vêm de um fornecedor em São Paulo.

Ele conta que costuma preparar a bebida diretamente no vidro e depois manda para a mesa acompanhada de um canudo. "Os clientes gostam de receber um drinque lacrado, que eles mesmos chacoalham e abrem", diz. Segundo ele, os homens não dão muita bola para o canudinho. Já na Peixaria o que muitas vezes é deixado de lado é o copo, enquanto a caipirinha é atacada diretamente no vidro. "Principalmente depois da terceira", brinca Gabriel.

O Paladar resolveu beber desse vidro. O resultado? Chacoalhar o drinque é divertido, não dá para negar, mas a bebida esquenta e não às vezes escorre pela boca. Aproveite, então, seu momento barman chacoalhando a caipirinha - sem desprezar o canudo e o copo...

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