Caldeiras elevam rendimento

Atualmente, Kitayama, da Unica, diz que a auto-suficiência energética alcançada pelas usinas com a queima do bagaço "dispensa o uso do sistema elétrico nacional e gera excedentes para abastecer esse mesmo sistema". E continua: "A safra da cana vai de abril a novembro, meses de seca, exatamente quando os reservatórios de hidrelétricas estão em seu nível mais baixo", diz. Para aproveitar todo o potencial do bagaço várias usinas estão instalando caldeiras de altas pressão e temperatura. Estão de olho, também, na venda de créditos de carbono. Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia, 32% dos projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo para geração de energia no País já se referem à geração a partir do bagaço de cana.A Usina Costa Pinto, do Grupo Cosan, em Piracicaba (SP), está instalando uma caldeira que quintuplicará a capacidade de geração com a mesma quantidade de cana, ou seja, 4 milhões de toneladas. "Teremos energia de sobra para vender para o sistema elétrico", diz o vice-presidente de Operações da Cosan, Pedro Mizutani. Com a nova caldeira, a Costa Pinto terá capacidade de gerar 75 megawatts/hora, sendo apenas 22% para uso próprio.Há seis anos, a Equipav, com unidades em Promissão e Brejo Alegre (SP), vende energia para a rede. Para o diretor de Novos Negócios e Energia da Equipav, Ricardo Aquino, o mercado de energia é rentável, tanto que muitas usinas já o exploram como terceira atividade, depois do açúcar e do álcool. Em 2007, a Equipav de Promissão vendeu 175 megawatts de energia. "Foi justamente o surgimento de caldeiras mais eficientes, a partir de 2000, que permitiu a sobra de energia para venda", diz Ricardo Aquino.INFORMAÇÕES: Unica, telefone (0--11) 3093-4949

Tânia Rabello e Fernanda Yoneya, O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2008 | 02h54

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