Calendário básico do SUS terá vacina contra catapora a partir de 2013

Injetável, o imunizante é aplicado em duas doses, aos 12 meses e aos 4 anos

Lígia Formenti, de Brasília, O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2012 | 03h07

Postos de saúde vão oferecer a partir de 2013 vacina contra catapora. O novo imunizante, batizado de tetra viral, também protege contra sarampo, caxumba e rubéola, vacinas já inclusas no calendário básico do Sistema Único de Saúde (SUS). Injetável, o imunizante será aplicado em duas doses: aos 12 meses e aos 4 anos.

Hoje, pais que queiram proteger seus filhos contra a catapora têm de recorrer a clínicas particulares, onde há vacina específica a um custo de R$ 160 cada dose. O SUS até agora oferecia o imunizante apenas nos casos de surto ou campanhas específicas.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, diz que anualmente são registradas, em média, 11 mil internações pela doença. A média anual de óbitos é de 160.

O imunizante será produzido em uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz e o laboratório GlaxoSmithKline. Um contrato de transferência de tecnologia que permitirá a produção será assinado hoje, no Rio.

"Serão 4,5 milhões de vacinas por ano", disse Padilha. O contrato será de R$ 127,3 milhões, a serem usados tanto para obras de infraestrutura na fábrica brasileira quanto para a compra do remédio. Em quatro anos, toda a produção deve ser feita no País.

Além de atender a uma recomendação da Organização Mundial da Saúde, que defende a cobertura vacinal de 85% da população, a produção nacional atenderá a outro objetivo: o mercado internacional. "Hoje o País já fornece algumas vacinas, como febre amarela e BCG. Queremos ampliar esse cardápio e oferecer também a tetra viral", disse Padilha. Segundo ele, o País já manifestou interesse em ampliar sua participação nessa oferta.

Com a tetra viral, o Programa Nacional de Imunização passará a ter 25 vacinas, 13 integrantes do calendário básico. Mesmo com a tetra viral, o País continuará a oferecer a tríplice viral, mas agora em campanhas específicas.

Atualização. É a terceira alteração do programa de vacinação neste ano. A partir deste semestre, passarão a ser ofertadas outras duas vacinas: a de pólio inativada e a pentavalente, contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenza tipo B (que causa meningite e outras infecções) e hepatite B. Hoje, a imunização para essas doenças é oferecida em duas vacinas separadas.

A previsão é de que o ministério compre neste ano 8,8 milhões de doses da pentavalente, a um custo de R$ 91 milhões. Também serão adquiridas 8 milhões de doses da Vacina Inativada Poliomielite (VIP), ao custo de R$ 40 milhões. Para a manutenção de estoque estratégico, foram compradas, em dezembro passado, 3 milhões de doses da VIP, por R$ 15 milhões.

A tendência, diz o ministro, é ampliar a associação de vacinas. Além de menor desgaste para criança, combiná-las significa economia. Quando uma vacina é incorporada, é preciso mais seringas, agulhas e refrigeração.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.