Calor diminui em EUA e França, mas ainda mata; seca na Inglaterra

O número de mortes atribuído à onda de calor na Califórnia já chega a 83. As altas temperaturas provocam um aumento na demanda por eletricidade, e essa combinação já levou à destruição de milhares de transformadores. Fazendeiros informam a morte de animais nos campos, além da perda de frutas e sementes, ressecadas nos campos.As temperaturas sofreram uma pequena queda nesta quarta-feira, no 11º dia de uma onda de calor acima de 38º C. Com isso, a pressão na rede elétroca do Estado diminuiu, bem como o risco de grandes blecautes. Centenas de milhares de casas e escritórios ficaram sem força no pico da crise.Na França, a onda de calor já causou a morte de 64 pessoas, entre elas 40 com mais de 75anos, informou hoje o Instituto de Vigilância Sanitária. O diretor do Instituto, Gilles Brücker, afirmou em entrevistacoletiva que entre as 40 vítimas com mais de 75 anos quinze sofreramhipertermia e seis tiveram desidratação.Além disso, oito pessoas morreram no local de trabalho - homensde entre 40 e 60 anos que trabalhavam ao ar livre - e três, enquantofaziam esporte. As outras vítimas eram dois indigentes e uma criançade 15 meses.O balanço anterior do organismo, divulgado na terça-feira,elevava a 40 o número de mortos pela onda de calor que afeta boaparte do território francês há mais de duas semanas. Embora pareça que a onda de calor acabou, após a chegada dechuvas ao território francês, o número de vítimas ainda podeaumentar, já que as conseqüências nas pessoas podem ser sentidasdurante mais um ou dois dias, segundo as autoridades. Os serviços meteorológicos manterão até sexta-feira o alerta"laranja" de calor no leste da França, especialmente no sudeste,onde as temperaturas podem chegar a 38 ou 39 graus.Este mês de julho foi o mais quente dos últimos 50 anos, segundoa Meteo-France, que baseia seus cálculos nas temperaturas médiasregistradas desde 1950. O calor de agosto de 2003 na França causou amorte de quase 15 mil pessoas, em sua maioria idosos.Na Inglaterra, a pior seca em 30 anos levou o duque de Somerset a pôr fim a uma tradição que remontava ao século 19: a permissão para que os moradores das redondezas usassem o reservatório de água de sua propriedade. A medida forçará 130 famílias a passar a usar a rede pública de água.

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