Caloura da UFMG acorrentada e pintada de preto causa polêmica

Imagens racistas de um trote realizado na sexta-feira por estudantes da faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) têm gerado polêmica das redes sociais.

O Estado de S.Paulo

19 de março de 2013 | 02h01

Em uma das fotos, uma caloura pintada de preto aparece acorrentada ao lado de uma placa com a inscrição "caloura Chica da Silva". Em outra imagem, três estudantes, um deles com um bigode semelhante ao do ditador Adolf Hitler, fazem saudações nazistas ao lado de um calouro preso a uma pilastra com fita adesiva.

As fotos ganharam repercussão após serem publicadas pelo perfil Dilma Bolada no Twitter. O perfil falso da presidente Dilma Rousseff criticou a medida tomada pelos estudantes: "Que absurdo é esse? Exijo que este estudante de Direito seja jubilado da UFMG!", comentou, referindo-se primeiro à foto da caloura "Chica da Silva". Em seguida, em outro post, completou: "Não podemos tolerar, nos dias de hoje, racismo em nosso País! Nada que envolva isso pode considerado 'brincadeira'. Completo absurdo!".

No fim da tarde de ontem, a assessoria de comunicação da UFMG divulgou uma nota assinada por Clélio Campolina Diniz, reitor da UFMG. O documento diz que a universidade "repudia quaisquer atos de violência, opressão, constrangimento ou equivalentes, praticados contra membros da comunidade universitária, em particular aqueles relacionados aos chamados 'trotes' aplicados aos novos estudantes" e que a instituição já iniciou procedimentos cabíveis para apuração dos fatos e punição dos envolvidos.

No Facebook, um evento convocado pela Assembleia Nacional dos Estudantes e pelo o Movimento Mulheres em Luta convidava estudantes para uma reunião, marcada para noite de ontem, que discutiria "ações contra o trote racista e machista ocorrido na Faculdade de Direito".

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