Calúnia sempre surge a 15 dias da eleição, diz Dilma

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, mencionou indiretamente na sexta-feira as denúncias que derrubaram sua antecessora da Casa Civil Erenice Guerra e voltou a chamá-las de calúnias.

REUTERS

17 de setembro de 2010 | 22h10

"Diante da eleição, aqueles que temem perder no voto utilizam calúnias e falsidade... vocês já perceberam que isso sempre acontece 15 dias antes da eleição?", indagou a candidata a uma plateia de mineiros durante comício em Juiz de Fora.

A presidenciável lembrou a campanha de 2002 quando, segundo ela, a oposição dizia que o Brasil iria parar, que iria ser o caos.

"Foi o caos? Não!", disse.

"O Brasil cresceu? Cresceu! Criou 10 milhões de empregos? Não, criou 14 milhões!", acrescentou.

Depois, afirmou que sua campanha tem muitas ferramentas para combater os "desesperançados".

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, último a discursar, espezinhou a campanha do candidato a presidente pelo PSDB, José Serra. "Eu estou sabendo que tem gente nervosa e não somos nós", afirmou.

"O Brasil deu tão certo que até eles colocaram a minha cara na televisão como seu eu fosse amigo deles."

Nem o tucano Aécio Neves, com quem Lula sempre teve uma boa relação, foi poupado.

"Aqui em Minas Gerais tem gente que gostaria que eu não viesse... se eles têm vergonha dos candidatos deles, eu não tenho vergonha dos meus", alfinetou o presidente, sugerindo que Aécio não se engaja na campanha de seu candidato nacional.

Anteriormente, Lula havia criticado a imprensa. Na terceira pessoa, exclamou: "Ah, como (a imprensa) inventa coisa contra o Lula".

"Se eu dependesse deles para ter 80 por cento de aprovação no país, eu teria zero", afirmou.

A pesquisa Ibope divulgada na noite de sexta-feira mostrou que Dilma ampliou a vantagem sobre Serra. A pestista está 27 pontos à frente na corrida presidencial, com 51 por cento das intenções de voto.

Segundo instituto, ela seria eleita no primeiro turno.

(Reportagem de Natuza Nery)

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