Caminhoneiros ameaçam greve contra rodízio em SP

Associações criticam restrição proposta pela Prefeitura e sugere bolsões em SP

Daniel Gonzales, Jornal da Tarde

08 de abril de 2008 | 09h02

Descontentes com a inclusão dos caminhões no rodízio municipal e também com as restrições de carga e descarga das 5 às 21 horas na área do centro expandido - anunciadas na semana passada pela Prefeitura de São Paulo -, os cerca de 50 mil caminhoneiros autônomos da capital paulista ameaçam paralisar as atividades, caso não sejam ouvidos pela Prefeitura. VEJA TAMBÉMPaulistano é favorável à ampliação de rodízio, diz estudo O tráfego agora pelo Ilocal  As rotas alterantivas para fugir do congestionamentoPrefeitura amplia restrição a caminhões no Centro ExpandidoAs obras e propostas de estacionamento da Prefeitura e opine  A mobilização contra as novas regras não pára por aí: o Sindicato das Empresas de Carga (Setcesp) deve divulgar um manifesto contra as medidas anticaminhão nesta terça-feira, 8. As duas entidades reclamam que não foram ouvidas pelo governo municipal, que teria imposto as restrições ao setor, fundamental para o abastecimento da capital."Não vamos aceitar isso. Se a pessoa é dona de um caminhão, como é que vai trabalhar sendo impedida de entrar no centro e ainda mais tendo de obedecer um dia de rodízio?", questiona Bernabé Rodrigues, o Gastão, diretor do Sindcam, que representa os autônomos (proprietários de pequenos caminhões, que geralmente prestam serviços a empresas). "Se a Prefeitura não nos atender, podem esperar o pior. Não queremos fazer isso (greve) e somos favoráveis às medidas, mas todos têm de ser ouvidos." Para o Sindcam, a solução é a criação de bolsões de caminhões. "Poderíamos trabalhar articulados com o comércio, para fazer a distribuição noturna das cargas, a partir desses pontos", diz Rodrigues.Na quarta-feira, os representantes do comércio varejista de São Paulo vão propor ao prefeito, Gilberto Kassab (DEM), a flexibilização das medidas. Na pauta da reunião estão um pedido de liberação da circulação dos veículos urbanos de carga (VUCs), que tem até 6,3 metros de comprimento e críticas ao horário de carga e descarga, que pode ir contra a Lei do Silêncio nas áreas residenciais.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.