Caminhoneiros suspendem bloqueios em rodovias de MG

Depois de três dias de protestos e quase 24 horas depois de a Justiça Federal expedir liminar proibindo a interdição de estradas, caminhoneiros suspenderam nesta quarta-feira bloqueios que haviam sido montados em vários trechos das rodovias que cortam Minas Gerais. A greve nacional da categoria começava a causar desabastecimento, principalmente de combustível, em algumas cidades de Minas.

MARCELO PORTELA, Agência Estado

03 de julho de 2013 | 18h42

Pela manhã, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), ainda houve interdição em ao menos três pontos da BR-381 no trecho da rodovia que liga Belo Horizonte a São Paulo. Segundo a PRF, foram feitas interdições nos quilômetros 513, em Igarapé, na Grande Belo Horizonte; 589, em Carmópolis de Minas; 617, em Oliveira, e 648, em Santo Antônio do Amparo, as três últimas na região oeste do Estado.

Na BR-040, também houve bloqueios nos quilômetros 603 e 622, em Congonhas, e 650, em Cristiano Otoni, na região central de Minas. Em todos estes pontos, estavam impedidos de passar apenas veículos de carga. A exceção foi em Congonhas, onde moradores dos bairros Gagé e Pires aderiram ao protesto dos caminhoneiros e fecharam completamente a pista, cobrando a construção de passarelas. No fim da tarde, os manifestantes haviam liberado a estrada na altura do bairro Pires e agentes da PRF negociavam com o grupo para a liberação do quilômetro 622.

Os bloqueios montados nesta quarta-feira pelos caminhoneiros desrespeitavam liminar concedida pela 3.ª Vara da Justiça Federal em Minas, expedida no fim da tarde desta terça-feira, 2, proibindo a interdição de rodovias. Na ocasião, havia registro de protestos em 14 pontos de rodovias que cortam Minas - em alguns, não era permitido o tráfego de nenhum veículo.

A manifestação levou, por exemplo, a Fiat Automóveis a paralisar as atividades em alguns setores da fábrica em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. Em nota, a empresa anunciou que a medida foi para adequar as linhas de produção ao atraso na entrega de peças e componentes. A empresa afirmou também que buscava "alternativas" para manter a produção.

Em cidades como Divinópolis, na região central do Estado, e Igarapé, onde funcionou uma espécie de ponto de concentração dos caminhoneiros que organizavam os protestos, houve desabastecimento de combustíveis, que começaram a faltar nas bombas, mas o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro) afirmou acreditar que a situação será normalizada com o fim dos bloqueios.

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