Caminhoneiros travam estradas em 9 Estados

Caminhoneiros e manifestantes fizeram nessa segunda-feira, 1, 35 protestos em 23 rodovias de 9 Estados do País. Eles pedem redução no preço dos pedágios e dos combustíveis, mudanças na legislação e mais segurança. À tarde, a Justiça determinou o desbloqueio das estradas federais. Em São Paulo, a Polícia Militar foi usada para liberar a Castelo Branco. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) quer cobrar indenização dos manifestantes.

TIAGO DANTAS, Agência Estado

02 de julho de 2013 | 08h34

Inicialmente, os protestos estavam programados para terminar só amanhã. Na Anchieta, porém, os caminhoneiros decidiram liberar as pistas por volta das 19h, depois de 13 horas fechada. Eles prometem voltar às 5h desta terça, 2, bloqueando o tráfego nos dois sentidos. Na Castelo Branco, que ficou bloqueada das 5h40 às 20h30, os motoristas pretendiam dormir dentro dos veículos, mas a PM frustrou o protesto usando bombas de efeito moral e balas de borracha, segundo os caminhoneiros. As filas chegaram a 8 km.

"A polícia chegou jogando bomba e tirando os caminhões com guinchos. A gente teve de sair. Não teve jeito", afirmou o caminhoneiro Claudinei de Oliveira, de 40 anos. Segundo ele, uma mulher foi ferida por uma bala de borracha e levada ao hospital pelo marido de caminhão. A PM informou que a Tropa de Choque foi deslocada para a rodovia. "A gente vai se mobilizar para fazer um novo protesto", disse Pereira. A paralisação da Castelo foi organizada por meio das redes sociais, na internet. Apenas um dos sindicatos que representam a categoria apoiou a manifestação, o Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC) - as centrais sindicais rejeitaram vínculo. Em todo o Estado, 8 rodovias tiveram bloqueios.

Alckmin determinou, no fim da tarde de ontem, que a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) entrasse com uma ação judicial para pedir a liberação imediata das rodovias e impedir eventuais novos bloqueios. A PGE pretende cobrar indenizações pelos prejuízos causados pelas manifestações. Por outro lado, o governo atendeu indiretamente a um pedido dos caminhoneiros. A cobrança do eixo suspenso, prevista para começar ontem, foi adiada por tempo indeterminado.

"A cobrança não foi implementada, pois ainda depende da conclusão de medidas jurídicas e técnicas", informou a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp). A cobrança havia sido anunciada na semana passada por Alckmin como uma das medidas necessárias para viabilizar a suspensão do reajuste dos pedágios.

Justiça

A Justiça Federal no Rio proibiu que manifestações de caminhoneiros interrompessem o tráfego nas rodovias federais, como a Dutra. Na decisão, a juíza afirmou que a paralisação poderia impedir a liberdade de locomoção.

A ViaOeste, responsável pela Castelo, entrou, na sexta, com cinco pedidos de interditos proibitórios (que impedem o bloqueio total das rodovias). A 6.ª Vara Cível de Barueri concedeu uma liminar na sexta. Ontem, a juíza responsável pelo caso enviou os autos para a 3.ª Vara Cível, que tinha negado pedido semelhante no mesmo dia. (Colaborou Mariângela Gallucci). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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