Campanha busca incentivar leitura nas classes C, D e E

Foi lançada nesta quinta-feira na TV a segunda etapa da campanha do Ministério da Cultura "Leia Mais, Seja Mais", que visa à difusão da ideia de que ler é prazeroso - e tanto quanto ver novela. O foco são as classes C, D e E, as que menos leem, e o investimento para este ano será de R$ 373 milhões. Segundo pesquisa do ano passado do Instituto Pró-Livro, enquanto 85% da população usa seu tempo livre assistindo a programas na TV, apenas 28% lê (jornais, livros e na internet). Em 2007, este índice era de 36%. Mais de 100 milhões de brasileiros se declararam não-leitores.

ROBERTA PENNAFORT, Agência Estado

02 de agosto de 2012 | 20h00

A primeira etapa era voltada à mídia impressa. Dessa vez, o Facebook também será usado como ferramenta de divulgação. O lançamento oficial foi feito pela ministra Ana de Hollanda na Biblioteca Nacional, instituição responsável pelo Plano Nacional do Livro e da Leitura. Em seguida, na Fundação Nacional das Artes (Funarte), a ministra anunciou o emprego de R$ 161 milhões no programa de fomento a áreas como teatro, circo, dança, artes visuais e reequipamento de espaços culturais, além de ações internacionais, como o Ano do Brasil em Portugal.

O valor é 60% maior do que o liberado ano passado (o que se conseguiu, em parte, graças a convênios com outras instâncias e com o setor privado). Será usado em bolsas de criação literária, editais de ocupação de espaços culturais da Funarte pelo Brasil, apoio a festivais e residências artísticas, entre outras iniciativas. Alguns projetos já foram executados; para outros ainda serão abertas inscrições (mais informações no site www.funarte.gov.br).

Enquanto a ministra falava sobre o programa, funcionários da Cultura em greve discursavam por reajustes salariais no pátio do prédio, no Rio de Janeiro, o que era possível ouvir dois andares acima. Ela citou a greve e disse que está negociando com o Ministério do Planejamento uma forma de atender às demandas. Mas deixou claro que não está sendo fácil, uma vez que o governo está enfrentando também a greve dos professores federais, que se alonga desde maio.

"Não vou dizer que vou resolver, não posso prometer. Levei um estudo da área de recursos humanos do Ministério ao Planejamento. Precisamos de concursos e salários compatíveis", disse Ana de Hollanda. A ministra fez uma rápida apreciação de seus 18 meses na Pasta. "Estamos quase na metade da nossa gestão e estou muito contente com o que conseguimos. Talvez a gente não esteja conseguindo reverberar tudo que estamos fazendo".

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