Campanha de Obama critica governo de Romney no Massachusetts

A campanha do presidente Barack Obama criticou o rival republicano, Mitt Romney, na terça-feira por ele não ter criado empregos quando foi governador do Massachusetts, considerando isso uma evidência de uma abordagem econômica falha que seria desastrosa na Casa Branca.

ROS KRASNY, REUTERS

31 Maio 2012 | 17h03

Depois de semanas criticando Romney por cortar empregos e espoliar empresas enquanto esteve à frente de uma empresa de fundos de investimentos, a campanha de Obama voltou seus ataques ao governo de Romney em Massachusetts e disse que sua experiência não o qualifica a ser líder.

Falando no palácio do governo de Massachusetts, o estrategista de Obama, David Axelrod, observou que o Estado ficou em 47º lugar no ranking de criação de empregos durante os quatro anos de Romney como governador, enquanto a dívida de longo prazo do Estado cresceu. Ele afirmou que Romney não cumpriu a promessa de cortar impostos, aumentando uma série de taxas, o que afetou principalmente a classe média.

"As medidas de Romney não funcionaram na época e não funcionarão agora", disse Axelrod, que estava rouco e se esforçava para ser ouvido, enquanto simpatizantes de Romney de Boston cantavam e faziam perguntas sem parar.

Apontando para o grupo, Axelrod falou que talvez eles fossem os únicos apoiadores de Romney no Estado. As pesquisas de opinião mostram uma grande vantagem de Obama sobre Romney em Massachusetts. "É um julgamento severo das pessoas que mais o conhecem", afirmou Axelrod.

A campanha de Romney respondeu com rapidez, afirmando que a taxa de desemprego do Estado caiu no governo de Romney e acusando Obama de tentar desviar do tema que diz respeito à criação de empregos do seu próprio governo.

"Apenas o presidente Obama, que fracassou em cumprir a sua meta de 6 por cento de desemprego, teria a audácia de atacar o histórico de criação de empregos de Mitt Romney", afirmou a porta-voz de Romney, Andrea Saul.

A discussão sobre empregos e a economia -a principal preocupação dos eleitores norte-americanos, segundo as pesquisas- ocorre um dia antes da divulgação do relatório de maio sobre emprego do governo federal. A taxa de desemprego nos EUA foi de 8,1 por cento em abril, quando o crescimento do emprego caiu acentuadamente.

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