Campanha de Obama vai aceitar doações por SMS

Em uma eleição presidencial dominada por doações multimilionárias, a campanha do democrata Barack Obama está prestes a incorporar uma nova arma na busca por pequenos doadores, ao aceitar pela primeira vez na história contribuições via mensagem de texto de celular.

ALINA SELYUKH, Reuters

23 de agosto de 2012 | 09h57

A campanha de Obama à reeleição anunciou nesta quinta-feira que está finalizando os acordos com as operadoras Verizon Wireless, Sprint Nextel, U.S. Cellular e T-Mobile USA para começar a receber doações via SMS na semana que vem.

Nos próximos dias, aparecerão mensagens nos telões dos comícios, no final dos anúncios de TV e em panfletos com a seguinte orientação: "Para contribuir com US$10 para Obama pela América, envie a palavra GIVE (dar) para 62262".

A campanha do republicano Mitt Romney também já demonstrou interesse por esse meio, mas ainda não fez nenhum anúncio oficial sobre doações para o seu número.

O acordo da campanha de Obama ainda não inclui a AT&T, segunda maior operadora dos EUA, mas uma fonte disse que isso deve acontecer "no futuro próximo".

Por lei, doações via SMS podem ser feitas anonimamente, mas com um limite de 10 dólares por mensagem, 50 dólares por mês e 200 dólares no total para cada candidato. Estrangeiros, menores de 18 anos e corporações não podem fazer doações.

Os EUA têm mais de 330 milhões de assinantes de serviços móveis de telefonia. Quase 90 por cento dos adultos dos EUA possuem pelo menos uma linha de celular, e cerca de três quartos deles usam as mensagens de texto, segundo levantamento do Centro de Pesquisas Pew.

A doação eleitoral via SMS é semelhante à doação para fins beneficentes: o usuário envia uma palavra-chave para um número especial, confirma a sua intenção e autorização para doar, e a quantia é posteriormente incluída na fatura do celular.

As operadoras em geral ficam com uma comissão de 30 a 50 por cento do valor doado, mas a Comissão Eleitoral Federal autorizou descontos a campanhas se os contratos forem negociados por empresas agregadoras (espécies de intermediárias) e se os descontos valerem para todos os políticos interessados.

Não ficou claro qual é o percentual que a campanha de Obama está pagando às operadoras de telefonia celular.

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