Campanha digna, o objetivo de Parreira

Carlos Alberto Parreira está feliz por reassumir a seleção da África do Sul. Define-se como supermotivado e diz ter certeza de que os anfitriões da Copa do Mundo farão campanha, senão marcante, pelo menos digna. A missão, porém, não será das mais fáceis. Os Bafana Bafana (os garotos, os garotos) têm equipe fraca e nem uma boa dose de otimismo e confiança e apoio irrestrito de uma torcida animada devem fazer diferença no momento de enfrentar os principais adversários.

, O Estadao de S.Paulo

05 Dezembro 2009 | 00h00

Experiente, Parreira sabe que para fazer bom papel numa Copa é preciso muito trabalho, principalmente quando não se tem em mãos um elenco de primeira linha. Ele reassumiu recentemente a equipe sul-africana após intervalo de 18 meses e de cara sentiu a apreensão e o descontentamento deixados pela passagem fraca de Joel Santana, que indicara para o cargo.

As sovas seguidas levadas pelos Bafana sob o comando de Joel (nove derrotas seguidas) fez aumentar a oposição a técnicos estrangeiros - "ganham muito e não entendem nossa alma", argumentam - e não é porque ele é uma celebridade do futebol que a pressão sob seu trabalho será menor. O brasileiro já percebeu, nos empates sem gols com Japão e Jamaica, que a tarefa vai ser complicada.

A África do Sul tem bons jogadores (o goleiro Josephs, o volante Tshanbalala, os meias Modise e Sibaya e os atacantes Piennar e McCarthy, a controvertida estrela do futebol local), mas Parreira sabe que é pouco. "É preciso paciência, formaremos uma boa equipe."

Parreira trabalha para unir jogadores, torcedores e dirigentes. Boa medida nessa direção tomou ao reconvocar para a seleção o bom de bola, mas indisciplinado Benny McCarthy, que Joel não queria ver por perto. E o ídolo maior dos sul-africanos dá sinais de que vai se comportar. "Todos os jogadores devem fazer o possível para servir à seleção de seu país, e é isso que penso em fazer." Os admiradores dos Bafana torcem para que ele esteja sendo sincero.

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