Campanha recomenda ácido fólico na gravidez

A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) lança nesta quinta-feira a recomendação de consumo de suplementos de ácido fólico para prevenir anencefalia e espinha bífida - dois defeitos de fechamento do tubo neural, que podem ser evitados se o consumo ocorrer na dose recomendada.

FERNANDA BASSETTE, Agência Estado

30 de agosto de 2012 | 09h05

A norma será apresentada durante o 17.º Congresso Paulista de Ginecologia e Obstetrícia, realizado em São Paulo. A recomendação da Febrasgo é que a mulher consuma 400 microgramas por dia de ácido fólico durante pelo menos um mês antes de engravidar e ao longo do primeiro trimestre de gestação - período em que o tubo neural está em pleno desenvolvimento.

O tubo neural é a estrutura que dará origem ao sistema nervoso central do bebê, incluindo cérebro e coluna. Sua formação ocorre entre o 17.º e o 30.º dia após a concepção. Estima-se que 1 em cada mil bebês nasçam com espinha bífida ou desenvolvam anencefalia, uma malformação incompatível com a vida.

Pesquisas apontam que o consumo de ácido fólico reduz em até 75% o risco de o bebê nascer com esses dois problemas. Em 2002, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a adição de 4,2 mg de ferro e de 150 mg de ácido fólico para cada 100 g de farinha de trigo e de milho. A intenção era reduzir a prevalência de anemia por deficiência de ferro e prevenir defeitos do tubo neural.

O ácido fólico é uma vitamina do complexo B e atua no processo de multiplicação das células e na formação de proteínas estruturais e da hemoglobina. Sua forma natural, o folato, pode ser encontrada em vegetais de folhas verde escuras, como couve, brócolis e espinafre, mas não nas quantidades necessárias para prevenção dos problemas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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