Campanha vai alertar para consumo de 'carne legal'

O Ministério Público Federal (MPF) no Pará lança hoje a campanha Carne Legal, pelo consumo consciente de produtos de origem bovina. O objetivo é alertar para as ilegalidades observadas na cadeia da pecuária - como o desmate de floresta para colocar pecuária no local - e para a necessidade de os consumidores cobrarem informações a respeito da origem da carne que compram nos supermercados.

, O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2010 | 00h00

A campanha será veiculada em todo o Brasil. Haverá peças gráficas, três filmes de 30 segundos para veiculação na televisão e três spots para rádio.

O material vai mostrar a ligação entre carne, fazendas ilegais, desmatamento, trabalho escravo e lavagem de dinheiro. As peças também estão disponíveis na internet (www.carnelegal.mpf.gov.br). Há um ano, denúncias da ONG Greenpeace relacionaram a pecuária com a derrubada da floresta. Foi quando o MPF no Pará moveu ações civis contra pecuaristas e frigoríficos. Depois, o MPF firmou um acordo com o setor. Em abril, empresas que usam couro, como Adidas e Nike, afirmaram que poderão cancelar compras se não houver comprovação da origem do produto.

Começa reunião do clima em Bonn

Bonn, na Alemanha, recebe até dia 11 de junho a reunião preparatória para a Conferência do Clima (COP-16) que será realizada em dezembro em Cancún, no México. Ativistas da ONG Oxfam protestaram contra a falta de um acordo em Copenhague e pediram mais ação desta vez.

SUSTENTABILIDADE

Hotel cria calculadora para compensar CO2

O hotel Hilton São Paulo Morumbi, na Marginal do Pinheiros, criou uma ferramenta para compensar parte das emissões de gases-estufa decorrentes de eventos realizados no local. Com o uso de um programa, o responsável pelo evento pode adquirir créditos de carbono de uma hidrelétrica localizada em Santa Catarina. Baseada em padrões internacionais, a ferramenta avalia a média de emissão de carbono para cada variável envolvida no evento: transporte, alimentação, número de pessoas, entre outros. A rede de hotéis estipulou metas ambientais para 2014, que incluem a redução de 20% no consumo de energia e na emissão de gases de efeito estufa.

AQUECIMENTO

Cientista quer agência de clima

Suzana Kahn, presidente do Painel Brasileiro de Mudança Climática (PBMC), defende que o País tenha uma agência para cuidar das questões climáticas. "Tem de ser uma política de governo, e não do ministro que grita mais alto", afirma. / AFRA BALAZINA e ANDREA VIALLI

Concentração de CO2

280

partes por milhão na era

pré-industrial

380

partes por milhão atualmente

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.