Campeão nacional de boxe treina sem socos na cabeça

A ordem veio do pai, o ex-pugilista e treinador Santo Arias, de 70 anos. Os treinos que formaram a técnica de boxear e o porte físico de 102 quilos do campeão brasileiro peso-pesado George Arias, de 38 anos, não têm troca de socos na cabeça.

O Estado de S.Paulo

09 Dezembro 2012 | 02h03

Ele faz treinos em dupla e com disparo de golpes, mas desde que combinados antes. Sequências de jabs, diretos, ganchos e cruzados; só varia o momento de soltar o soco. O treino foca em defesa e esquiva. Mesmo assim, se alguém for atingido, o pai chega a interromper a sessão. "Tem de saber perder sem ser massacrado", diz Santo Arias. "Boxe é 90% condição física, explosão e defesa."

George calcula que outros pugilistas levem cerca de 20 golpes ou mais na cabeça por sessão de treino. Como o habitual são três sessões semanais, seria algo em torno de 2.400 socos por ano - apenas em preparação. "Muita gente vai ser campeão do mundo. Mas e depois, como vai seguir a vida? Nossa preocupação é essa", diz. / F.F.

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