Campinas alertará população para a febre maculosa

A Vigilância Epidemiológica de Campinas, no interior de São Paulo, vai colocar em prática duas campanhas para orientar moradores e profissionais de saúde sobre os perigos da febre maculosa. Neste ano, foram registrados cinco casos da doença, mas só em outubro quatro pessoas foram contaminadas e três delas morreram. A febre maculosa é transmitida pela picada do carrapato-estrela infectado por bactéria que se hospeda em animais silvestres, especialmente a capivara.

CHICO SIQUEIRA, Agência Estado

01 de novembro de 2012 | 10h57

Apesar das mortes, a Vigilância Epidemiológica descarta a ocorrência de surto. Dois adultos morreram depois de visitar o distrito de Joaquim Egídio e uma criança de 10 anos, que morreu no último dia 20, moradora no mesmo distrito, esteve num pesqueiro na cidade vizinha de Morungaba, que também iniciou campanha para investigar o caso e orientar a população.

Segundo a diretora da vigilância, Maria do Carmo Ferreira, esses locais são regiões endêmicas, mas uma investigação foi iniciada para descobrir se há focos de infestação da bactéria por onde as vítimas transitaram.

Segundo a diretora, as campanhas, que serão simultâneas, têm o objetivo de alertar as pessoas que procuram locais de risco para a transmissão da doença e orientar os profissionais de saúde para a possibilidade de fazer um diagnóstico precoce para reduzir o alto índice de letalidade da doença.

"Trata-se de uma ação educativa para que as pessoas que estão expostas tomem cuidado com a possibilidade de transmissão. Vamos distribuir panfletos educativos para essas pessoas e instalar placas nas regiões visitadas, como trilhas, para alertá-las", diz Maria do Carmo.

"Ao mesmo tempo, vamos fazer reuniões com profissionais de saúde e pedir para ficarem atentos com pacientes com os sintomas, que podem ser confundidos com os da gripe e da dengue. Vamos pedir para que eles perguntem se a pessoa esteve em área de risco. Precisamos de um diagnóstico rápido, porque nossos estudos constataram que o índice de letalidade da doença é muito alto", completa.

Parque fechado

O Lago do Café, no Parque Taquaral, continua fechado para visitação pública. No ano passado, 13 das capivaras que ali viviam foram sacrificadas depois que um funcionário do parque - que já estava fechado para visitação do público por causa da infestação de carrapatos contaminados com a bactéria - morreu por causa da doença. No total, três funcionários do parque morreram contaminados pela febre maculosa.

As autoridades de saúde descartaram qualquer ligação dos novos casos com uma possível contaminação dos carrapatos nas capivaras que ainda existem no parque. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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