Campinas tenta identificar quem praticou depredação

As Polícias Civil e Polícia Militar (PM) e o prefeito de Campinas (SP), Jonas Donizette (PSB), divulgaram nesta quarta-feira imagens de manifestantes identificados por câmeras de segurança e filmagens feitas por policiais à paisana para tentar indiciar aqueles que praticaram atos de depredação e furto nos primeiros três dias de protesto na cidade.

RICARDO BRANDT, Agência Estado

26 de junho de 2013 | 16h33

"Estamos usando as imagens para indiciar essas pessoas depois que pudermos chegar até elas. Elas vão responder por furto qualificado e dano ao patrimônio", afirmou o delegado seccional do município, José Rolim Neto. Rolim Neto anunciou que a polícia destacou três equipes especiais para trabalhar na identificação e qualificação dos manifestantes envolvidos em crimes e montou um esquema para que todas ocorrências relacionadas aos protestos sejam levadas para registro num distrito específico que só fará esse trabalho.

Até a tarde desta quarta-feira, 28 acusados foram detidos durante os protestos, que terminaram em confronto com a PM e a Guarda Municipal (GM), além de depredações e saques. Foram identificados e indiciados dois suspeitos por meio das imagens. "Acreditamos que com a foto desses envolvidos nos ataques vamos começar a coibir novos atos", afirmou o comandante do Comando de Policiamento do Interior (CPI) 2, Carlos Carvalho Júnior. Carvalho Júnior anunciou que, para evitar novas ameaças de invasão ao prédio da prefeitura e saques no comércio, 500 PMs estão nas ruas a partir desta quarta-feira durante as manifestações. A GM deve trabalhar com

120 homens.

Nesta quarta, estava marcada uma manifestação a partir das 17 horas. "Não podemos assistir de braços cruzados pessoas tendo prejuízo. Eles não são maioria, mas é uma minoria que causa transtornos", afirmou Donizette. A prefeitura de Campinas reduziu a tarifa na cidade de 3,30 reais para 3 reais, e passou a divulgar as planilhas de custo das empresas de ônibus e os lucros.

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