Campo Limpo atende apenas 43% da demanda por creches

Subprefeitura é campeã na falta de atendimento às crianças de até 3 anos e 11 meses; em abril, 5.325 aguardavam na fila

O Estado de S.Paulo

11 Maio 2012 | 03h06

Na região de Campo Limpo, na zona sul de São Paulo, menos da metade das famílias que tentaram matricular o filho em uma creche municipal no ano passado teve sucesso. A subprefeitura é a campeã da cidade na falta de vagas para as crianças entre 0 e 3 anos e 11 meses de idade: atende a apenas 43% da demanda.

O porcentual é somente três pontos maior do que o registrado em 2009:40%. No último relatório divulgado pela Secretaria Municipal de Educação, de abril deste ano, havia 5.325 crianças na fila de espera.

A segunda colocada nesse rol de falta de atendimento também fica na zona sul. Na subprefeitura da Cidade Ademar, só há vagas para 48% da demanda. Logo depois vem a região de M'Boi Mirim, que supre apenas a metade dos interessados.

E, apesar de a falta de vagas em creches ser um problema antigo em São Paulo, a média de atendimento na cidade toda, considerando as 31 subprefeituras, é de 67%, apenas cinco pontos maior do que o registrado em 2009. Em abril deste ano, a fila de espera tinha mais de 123 mil crianças.

"O esforço do município foi muito pequenos nos últimos anos, principalmente nessas regiões de alta vulnerabilidade social", diz Ester Rizzi, assessora da ONG Ação Educativa. "É comum a secretaria alegar que a falta de terreno e as ocupações irregulares da periferia dificultam as construções. Mas isso não é desculpa", afirma.

Menos atendimento. Apesar do discreto aumento de 5% no total de atendimentos do município, quase um terço das subprefeituras diminuiu seu porcentual em até 4% nos últimos três anos. Um problema que acomete tanto bairros centrais como periféricos. Na Penha, na zona leste, o índice caiu de 69% para 65%. Na Lapa, na zona oeste, diminui de 77% para 73%.

Em nota, a Secretaria de Educação disse que as matrículas em creches cresceram de 60 mil em 2005 para 203 mil em 2012. De acordo com informações da pasta, algumas regiões impõem um desafio maior devido a impedimentos para construções. Seria o caso da zona sul, por exemplo, onde estão as áreas de manancial. / P.S. e O.B.

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