Campos de futebol, golfe e outros esportes são exigentes consumidores de grama

GRAMADOS ESPORTIVOS

O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2010 | 02h10

Em meio à tecnologia envolvida na construção de um estádio de futebol ou um campo de golfe, o gramado é fundamental. Da preparação do terreno, passando pelo plantio da grama, até a manutenção diária, tudo deve ser muito bem feito para atender às exigências técnicas dos clientes. "O mercado está se profissionalizando", dizem o agrônomo José de Araújo Coutinho e o especialista em gramados esportivos José Roberto Pires, que trabalham em uma consultoria que atua na instalação de gramados esportivos. A empresa tem como clientes clubes de futebol, campos de golfe e hípicas. "O projeto inclui desde o sistema de drenagem, base do campo, nivelamento e plantio, até a manutenção", diz Coutinho.

Eles explicam que o mercado de campos esportivos está crescendo. "O campo de futebol normalmente usa um tipo de grama, mas o de golfe usa três tipos. É um mercado exigente, sobretudo em termos de genética de grama e manutenção. Só compramos de produtores que tenham comprovação de origem genética." Segundo Coutinho, a tecnologia voltada a campos esportivos foi introduzida no País há 15 anos, com a reforma do estádio do Morumbi, na capital.

A variedade mais usada em campos é a bermudas, que tem boa capacidade de recuperação pós-jogo e é menos áspera. Um campo oficial de futebol, segundo Coutinho, consome de 7 mil a 8 mil metros quadrados de grama; o campo de golfe, de 400 mil a 500 mil metros quadrados. Boa parte da tecnologia de gramados é importada dos Estados Unidos - o Brasil possui cerca de 100 campos de golfe; só a Flórida tem 3 mil e esse mercado, nos EUA, movimenta US$ 16 bilhões./F.Y.

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