Campos: deve-se diferenciar protesto de luta política

Diferenciar manifestação de luta política. Esta, de acordo com o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, deve ser uma prioridade de governantes para acabar com a violência em protestos contra aumentos de passagens de ônibus que têm acontecido em capitais como São Paulo e Rio. Campos avaliou, em evento empresarial em Araxá, no Alto Paranaíba (MG), que é necessária "firmeza para garantir a ordem pública", mas apenas com negociações será possível diferenciar manifestantes legítimos de baderneiros.

MARCELO PORTELA, Agência Estado

14 de junho de 2013 | 13h52

"Nós construímos a democracia para que a sociedade possa se expressar. Mas tem de respeitar o direito dos outros de ir e vir, o direito a que o patrimônio público e privado não seja depredado", afirmou. Ele disse que considera "cedo" para analisar "em profundidade" os protestos, mas defendeu a atuação do poder público para impedir excessos. "Temos de reconhecer que há um problema. Tem de ter bom senso, firmeza para garantir a ordem pública, mas ao mesmo tempo a capacidade de dialogar. Diálogo para ficar bem claro quem quer dialogar e quem quer só fazer luta política", acrescentou.

De acordo com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, não há como afirmar que os protestos tenham cunho político. Mas Pimentel, que é correligionário do prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT), ressaltou que também acredita num movimento "organizado, minoritário", que causa prejuízo "não só à cidade de São Paulo, mas ao Estado e ao País".

"É preciso debelar esse tipo de situação. Protestar, reivindicar é natural e faz parte da democracia. Temos de respeitar o direito das pessoas. Mas não com vandalismo, depredação de patrimônio público e agressão aos agentes da ordem, que foi o que vimos", declarou, ao chegar para o evento. "Todo mundo tem direito de manifestar, mas não de praticar violência", concluiu.

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