Campos diz que BNDES precisa voltar ao 'leito natural'

Candidato declarou também ser necessário estimular outras formas de financiamento, além das oferecidas por bancos público

REUTERS

07 de agosto de 2014 | 12h34

O candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, disse nesta quinta-feira que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social precisa retornar ao seu "leito natural" após ter expandido o crédito diante das recentes crises econômicas.

Em apresentação para empresários na Abimaq, associação que reúne os fabricantes de máquinas e equipamentos, o socialista também disse que é necessário estimular no país outras formas de financiamento além das oferecidas pelos bancos públicos, cuja readequação dentro do mercado de crédito do país ele defendeu.

"O BNDES, a partir da crise de 2009, passou a cumprir um papel completamente atípico à sua história em função da escassez de crédito externo e da escassez também dentro do próprio sistema privado brasileiro", disse o candidato a jornalistas após a apresentação.

"Nós temos que levar o BNDES ao seu leito natural, à sua expressão no mercado. Mas sempre o BNDES esteve financiando a indústria de equipamentos no Brasil", afirmou, acrescentando que o banco de fomento deve se concentrar em algumas áreas, entre elas a de máquinas e equipamentos.

Campos defendeu também que uma melhor governança macroeconômica vai estimular fontes de financiamento no país e disse que o setor privado precisa ser incentivado a aumentar sua participação neste setor.

"Nós precisamos alimentar no Brasil outras formas de financiamento", disse. "O mercado de capitais no Brasil ainda tem uma posição muito tímida no financiamento."

O socialista se comprometeu ainda com o regime de "câmbio flutuante a partir de uma meta de inflação definida" e disse que o descompasso da meta de inflação e do câmbio flutuante com as políticas fiscal e monetária levam o câmbio "para um lugar que o câmbio não deveria ter".

"Uma boa governança macroeconômica colocará o câmbio no lugar certo", garantiu.

Campos disse ainda que o Brasil precisa de um presidente que "defenda a indústria" e afirmou que os partidos de seus dois principais adversários, a presidente Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), já governaram o país e que o Brasil precisa de um caminho novo, representado por ele, cuja legenda fazia parte da base do governo até o ano passado.

"As duas candidaturas com as quais eu disputo estão baseadas na velha política", disparou. "O Brasil não pode esperar."

(Reportagem de Eduardo Simões)

Mais conteúdo sobre:
POLITICACAMPOSBNDES*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.