Campus Party traz Kung Fu, o game de jogar com corpo

Que videogames sempre acompanharam a velocidade das evoluções tecnológicas não é novidade para ninguém. Diversos simuladores, desde carros e aviões, passando por jogos de tiro e de esportes diversos, tentam reproduzir a maior percepção de realismo possível. Mas nenhum deles havia chegado ao estágio em que chegou o Kick Ass Kung Fu, desenvolvido na Finlândia, uma das novidades apresentadas na feira Campus Party, realizada no prédio da Bienal do Parque do Ibirapuera. O game praticamente projeta o jogador em uma tela para lutar com os personagens virtuais.    VEJA TAMBÉM  Blog Campus Party 2008  Fotos do evento  TV Estadão - Robôs, as vedetes  TV Estadão - Entrevista com Marcelo Branco  Cobertura completa  Todas as matériasA idéia é permitir ao usuário "a experiência de um filme de Kung Fu, misturando ambientes reais e virtuais", informa o cartaz de divulgação do videogame. É um conjunto de projetores que coloca o jogador em um ambiente virtual, com a missão de derrotar lutadores com o rosto de atores como Bruce Lee e Arnold Schwarzenegger ou até do presidente norte-americano, George W. Bush. Se o videogame Wii (da companhia japonesa Nintendo) já proporcionava ao usuário desde o ano passado a experiência de simular as ações do jogo (no caso de um jogo de tênis, por exemplo, manejar uma raquete), o Kick Ass Kung Fu força o jogador a pular, gritar, chutar, socar e a efetivamente fazer diversos exercícios para derrotar os oponentes. E não é necessário saber nada de Kung Fu: qualquer movimento é reproduzido na tela como um filme em tempo real, assim como os "estragos" nos lutadores.Com tanta ação física, o videogame acaba por se tornar uma boa alternativa de exercício. Uma das duplas que mais pontuaram num dos dias da Campus Party foi a do professor de patins Robson Torvo (de 35 anos) e o estudante e pugilista Leonardo dos Santos (de 22 anos), com 219.700 pontos. "Eu nunca gostei de videogame, é a primeira vez que me divirto assim", afirmou Torvo, que só havia ido à feira para levar seu sobrinho, fanático por computadores, para se divertir. Assim como o companheiro, Santos transpirava por conta dos diversos saltos e golpes aplicados, e comemorava: "Aprendi os segredos para fazer bastante pontos neste jogo".

Mário Sérgio Lima, da Agência Estado,

14 de fevereiro de 2008 | 14h44

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