Canadenses voltam à área do Parlamento, local de ataque a soldado na 4ª-feira

Canadenses voltam à área do Parlamento, local de ataque a soldado na 4ª-feira

O prédio histórico atraiu dezenas de visitantes, muitos ainda atordoados pelo atentado

REUTERS

25 de outubro de 2014 | 18h25

Os canadenses retornaram à área reaberta do edifício do Parlamento neste sábado, três dias depois de um radical armado com um rifle ter matado um soldado no segundo ataque doméstico em uma semana a militares do país.

A área do edifício gótico, cuja torre com relógio é uma peça central do horizonte de Ottawa, atraiu dezenas de visitantes, muitos ainda atordoados pelo ataque de quarta-feira, que aconteceu enquanto o primeiro-ministro Stephen Harper se reunia com parlamentares.

Os ataques de segunda-feira e quarta-feira foram obra de cidadãos canadenses supostamente recém-convertidos ao islamismo, que parecem ter operado de forma independente, segundo a polícia.

A primeira vítima, o subtenente Patrice Vincent, de 53 anos, morreu quando um homem o atropelou com um carro em Quebec, enquanto o cabo Nathan Cirillo, de 24 anos, foi morto a tiros no Memorial Nacional da Guerra, perto do edifício do Parlamento.

A polícia marcava presença na área, que estava fechada para o público desde quarta-feira. O próprio edifício do Parlamento permaneceu fechado, mas presidente da Câmara, Andrew Scheer, disse que ele seria reaberto para passeios e visitas na segunda-feira.

Os homens que fizeram os ataques - Michael Zehaf-Bibeau, de 32 anos, descrito como viciado em drogas, e Martin Rouleau, de 25 anos, que atropelou dois soldados, um dos quais sobreviveu - desenvolveram suas opiniões radicais no Canadá, disse a polícia.

Ambos foram baleados e mortos por agentes de segurança.

Os ataques foram feitos após o Canadá direcionar aviões adicionais para o Oriente Médio para participar de uma campanha de ataques aéreos contra militantes do Estado Islâmico no Iraque.

As autoridades canadenses prometeram na sexta-feira endurecer as leis contra o terrorismo, mas críticos fizeram um alerta contra movimentos que restringiriam liberdades civis em um país que se orgulha de sua abertura.

(Por Richard Valdmanis)

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