Candidatos argentinos encerram campanha com promessa de combate à pobreza

Candidatos à Presidência realizaram últimos comícios nesta quinta-feira.

Marcia Carmo, BBC

25 de outubro de 2007 | 23h00

Os principais candidatos à Presidência da Argentina encerraram nesta quinta-feira suas campanhas para as eleições deste domingo prometendo combater a pobreza no país. "Nestes quatro anos e meio de governo, muitos sonhos foram realizados. Mas ainda temos muitos argentinos vivendo na pobreza. E essa é uma de nossas principais preocupações", disse a primeira-dama e senadora Cristina Fernández de Kirchner, da Frente para a Vitória, líder nas pesquisas de opinião. "Quero convocá-los para o dia 28, porque juntos podemos fazer o que falta ser feito", disse Cristina ao público que erguia cartazes com seu nome. Segundo ela, ainda faltam "mudanças profundas" na Argentina, apesar dos avanços econômicos e sociais registrados, disse, durante o atual governo (de seu marido, o presidente Néstor Kirchner). Segundo dados das Nações Unidas, a Argentina ainda é o país com menores índices de pobreza da América Latina. Com a crise política e econômica de 2001, este índice de pobreza e indigência - de que até então não se tinha notícia - superou 50%. Hoje, os dados oficiais registram 23%, mas consultorias privadas estimam, pelo menos, 26% de pobres no país. No palco, Cristina se emocionou ao lembrar que ela e o marido sonhavam, quando jovens, em "mudar o país". O último comício da presidenciável, realizado em La Matanza, na Grande Buenos Aires, contou com a presença do presidente e de vários ministros de sua gestão. Os organizadores estimaram que 40 mil pessoas estiveram presentes, apesar da forte chuva que caiu pouco antes de o comício começar. Cristina terminou seu discurso abraçada ao presidente e sob uma chuva de papel picado. Minutos mais tarde, a candidata da oposição Elisa Carrió, da Coalizão Cívica, encerrou sua campanha, no clube Costa Salguero, na capital do país, dizendo que o combate à pobreza será uma das principais bandeiras de seu governo, caso seja eleita. "Estamos decididos a ser a força de resgate para retirar nossos irmãos da pobreza", disse Carrió. A candidata recordou que a Argentina foi um país igualitário, com uma "ampla" classe média. Como Cristina, ela destacou que o caminho será o de intensificar investimentos na área da educação para tentar reduzir os índices de pobreza e de indigência. "Que nossa vitória nos permita chegar ao segundo turno, depois desta eleição de domingo", disse. "Esperamos por vocês neste domingo. Vamos ao segundo turno." Carrió terminou o discurso abraçada ao seu candidato a vice-presidente, o socialista Rubén Giustiniani, e também com uma chuva de papel picado. Terceiro nas pesquisas de intenção de votos, o candidato do partido UNA, Roberto Lavagna, ex-ministro da Economia do governo Kirchner, encerrou sua campanha eleitoral trabalhando numa construção popular, em Lomas de Zamora, na província de Buenos Aires. Nesta quinta-feira, foram divulgadas as últimas pesquisas de intenção de votos antes das eleições deste domingo. Segundo dados das consultorias Giacobbe e Associados, OPSM e CEOP, Cristina venceria no primeiro turno com mais de 40% dos votos e uma distância, como determina a legislação argentina, superior a 10 pontos percentuais sobre o segundo colocado, a candidata Elisa Carrió. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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