Caqui: de Pilar do Sul para a Europa

Com a obtenção do selo Eurepgap, produtores do município paulista abriram portas para o continente europeu

Luiz Gallo, O Estado de S.Paulo

09 de abril de 2008 | 02h38

Produtores de caqui de Pilar do Sul (SP) estão conseguindo excelente lucratividade com a exportação das frutas para a Europa. Oito produtores conseguiram o selo de qualidade Eurepgap e estão exportando os caquis da variedade fuyu para Espanha, Holanda, Alemanha e Portugal, além do Canadá, na América do Norte.O sucesso das exportações deu-se graças ao projeto Fruta Paulista, parceria da Associação Paulista de Produtores de Caqui (APCC) com o Sebrae e o Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf). A parceria, que teve início em janeiro de 2007, tem o objetivo de qualificar os fruticultores para o mercado externo. ''O caqui já tinha bom potencial de exportação, só buscamos uma melhor qualificação dos produtores para obter o selo de qualidade'', diz o coordenador do projeto Fruta Paulista, do Ibraf, Maurício de Sá Ferraz.O projeto auxiliou os produtores na obtenção do selo e no financiamento para qualificação. ''Para conseguir o Eurepgap foi suado, demoramos mais de quatro anos. O projeto ajudou bastante'', conta o produtor Cláudio Shoiti Ito.Sua família produz caqui há mais de 45 anos. São 11 hectares e safra de 300 toneladas/ano. Ito diz que o mercado interno é muito instável, e que o mercado europeu, além de pagar melhor, não muda o preço em relação ao tamanho do caqui. O produtor vende 50 mil caixas de 3,2 quilos por 5,50 a caixa. ''Tendo qualidade, tanto faz se o caqui é grande ou pequeno'', diz.Segundo o gerente da APCC, Fábio de Camargo, o mercado europeu paga entre 30% e 50% a mais do que o brasileiro. ''No Brasil, o quilo vale R$ 1; na Europa, cerca de R$ 1,40.'' Até o fim de 2008, mais 10 produtores serão certificados. Pilar do Sul produz, anualmente, 5 mil toneladas de caqui, e em 2008, deve exportar 192 toneladas para a Europa.

Tudo o que sabemos sobre:
Pilar do Sulcaqui

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.