Cardeal condena pesquisadores que estudam células-tronco

Enquanto a Igreja Católica realiza seu Encontro Mundial de Famílias em Valência, Espanha, nesta semana, alguns estarão de olho para ver se o Papa Bento XVI apóia a excomunhão dos cientistas que trabalham com células-tronco embrionárias. Os recentes comentários do cardeal Alfonso López Trujillo sobre os trabalhos com células-tronco sacudiram o mundo científico, junto com alguns católicos. "Destruir um embrião é o equivalente a um aborto", disse Trujillo, um colombiano que preside o Pontifício Conselho para a Família, à principal revista católica da Itália, Famiglia Cristiana, em uma entrevista publicada em 2 de julho. "A excomunhão é válida para as mulheres, médicos e pesquisadores que destroem embriões".Carlos Bedate, um biólogo molecular da Universidade Autônoma de Madri, Espanha, - e padre jesuíta - acredita que Trujillo queria incluir, em seus comentários, todos os pesquisadores trabalhando com células-tronco embrionárias. Mas Bedate espera que a Igreja mude em breve suas visões sobre o início da vida. "Trujillo é apenas uma pessoas e a liderança da Igreja está nas mãos do papa e em muitas outras. Eu não acredito que a declaração dele seja a declaração final", disse em entrevista ao website news@nature.com.

Agencia Estado,

04 de julho de 2006 | 19h30

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