Cardiologistas do CE decidem atender só casos urgentes

Os cardiologistas reclamam do valor das cirurgias pago pelo SUS. Segundo eles, a tabela de preços está defasada

CARMEN POMPEU, Agencia Estado

27 de agosto de 2007 | 18h11

Em greve há um mês e meio, 35 médicos cardiologistas que atendem em quatro hospitais particulares conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) no Ceará, decidiram voltar a atender os casos de urgência e emergência. Eles resolveram ceder ao apelo dos gestores de Saúde do Estado e cumprir o acordo feito semana passada com o Ministério Público do Estado.   Já as cirurgias eletivas - aquelas marcadas previamente - continuam suspensas nas quatro unidades conveniadas: Prontocardio, São Raimundo, Antônio Prudente e Hospital Batista.Os cardiologistas reclamam do valor das cirurgias pago pelo SUS. Segundo eles, a tabela de preços está defasada há oito anos. Algumas cirurgias não passam de R$ 80. O médico Haroldo Brasil diz que uma outra queixa é com relação à mudança na forma de pagamento.   Antes, o repasse era feito diretamente do SUS aos médicos por meio de cooperativa. Passou a acontecer de forma indireta, o que implica numa demora ainda maior para o dinheiro cair na conta dos profissionais e no enfraquecimento da cooperativa da categoria.Aos grevistas, foi pedido um prazo de 30 dias para que fosse resolvido o impasse com SUS. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde do Estado, uma nova reunião está marcada para daqui a uma semana.   A preocupação maior é com as condições de atendimento no Hospital de Messejana, referência em doenças cardíacas no Ceará. Com a greve dos médicos da rede conveniada, 50 cirurgias deixaram de ser realizadas diariamente no Ceará e a situação da unidade, que já era de superlotação, piorou ainda mais.   Nesta segunda-feira, cerca de 40 pessoas estavam sendo atendidas no corredor. Cerca de 80 pessoas aguardavam na fila por uma cirurgia.

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