Cardozo: dimensão do crime organizado é inaceitável

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, considera "inaceitável" a atuação e a dimensão do PCC (Primeiro Comando da Capital), com ameaças de atentado contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e de ataques durante a Copa do Mundo. "É inaceitável que o crime organizado tome essa dimensão, que infelizmente toma, não só no Brasil, mas em vários países do mundo", afirmou Cardozo ao deixar o Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira.

FELIPE RECONDO, Agência Estado

15 Outubro 2013 | 18h41

Investigações do Ministério Público e da Polícia Militar e reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo resultaram na denúncia de 175 suspeitos de pertencer à organização criminosa. As apurações mostraram que o PCC atua em 22 Estados e estende as atividades para outros países. Indicam também planos de novos ataques e o envolvimento de policiais.

Cardozo declarou que os órgãos de inteligência estão fechando o cerco ao PCC, mas não indicou novas ações do governo federal no combate à organização criminosa. "Todas as organizações criminosas, claro, têm que ser enfrentadas. Nossos órgãos de inteligência atuam, colhem informações e, evidentemente, nos dão indicações de ações", disse o ministro. "Estamos cada vez mais fechando o cerco naquilo que nós podemos fazer em relação a essas organizações criminosas", acrescentou.

Em novembro do ano passado, o governo federal e o governo de São Paulo fecharam um acordo para combater os ataques promovidos pelo PCC contra ônibus e policiais no Estado. O acordo envolveu a criação de uma agência de inteligência e a remoção de líderes do PCC para presídios federais.

"Nós formamos uma agência de inteligência, aprofundamos a troca de informações entre os serviços de inteligência de São Paulo, seja da Polícia de São Paulo, seja do Ministério Público de São Paulo, com a Polícia Federal", disse. "Isso tem dado bons resultados. Inegavelmente, tanto a minha avaliação quanto a avaliação do governo de São Paulo, nós temos aprofundado mais esta atuação. Agora, é evidente que nós precisamos cada vez fazer mais", concluiu o ministro.

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