Carla Bruni vai a favela no Rio e vê desfile de moda

Carla Bruni-Sarkozy aproveitou a visita oficial do marido ao Brasil para reforçar seu recente engajamento aos serviços das causas humanitárias. A visita da primeira-dama da França ao morro do Cantagalo, próximo a Copacabana, nesta terça-feira, chamaram atenção e quase ofuscaram a agenda oficial do presidente Nicolas Sarkozy, marcada principalmente por acertos de contratos militares. A ex-modelo que se tornou cantora se encontrou com responsáveis de um programa de ajuda a crianças pobres antes de assistir a um desfile organizado por uma associação que ressalta o valor do trabalho das mulheres das favelas. A primeira-dama, usando um vestido escuro com pontos brancos e bolsa violeta, visitou um hospital do Rio incentivando uma campanha a favor de um banco de leite humano da instituição. Liderado em parceria com o Instituto Pasteur, este programa de alimentação de recém-nascidos desnutridos procura evitar uma contaminação do vírus da Aids da mãe para o filho, uma causa que Carla Bruni-Sarkozy defende como prioridade. Antes disso, ela acompanhou Nicolas Sarkozy na segunda-feira a noite em seu encontro com a comunidade francesa onde assistiram o concerto de lançamento do ano da França no Brasil. Frente aos franceses do Rio, o chefe de Estado aplaudiu a sua esposa ao se declarar "particularmente feliz de estar aqui acompanhado de uma jovem mulher" que completou 41 anos nesta terça-feira. Aqueles que esperavam que ela subisse no palco para um concerto se decepcionaram, mesmo com os organizadores usando o bom gosto e tocando suas músicas no evento. Gilberto Gil, ícone da música brasileira e ex-ministro da Cultura de no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, abriu a noite com uma bela interpretação de "Touche pas à mon pote", música que ele dedicou ao movimento francês SOS Racismo. Carla Bruni e Nicolas Sarkozy prolongarão sua visita ao Brasil, onde vive o pai biológico da cantora, para um encontro privado em um hotel mantido em segredo. Eles devem retornar a Paris em 30 de dezembro. (Reportagem de Yann Le Guernigou)

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