Carnaval 2011: Blue Man Group desfila em Salvador

O sábado de carnaval em Salvador deve ter um dos pontos altos da folia na cidade este ano: um encontro entre os ritmos dos tambores e timbaus de grupos percussivos da cidade com a apresentação performática do trio Blue Man Group, dos Estados Unidos, conhecido pelos artistas pintados de azul e pela sonoridade tirada de objetos como tubos e conexões hidráulicas.

TIAGO DÉCIMO, Agência Estado

05 Março 2011 | 08h32

O show será feito em um trio independente - sem cobrança de ingresso -, que deve iniciar o trajeto do Circuito Dodô (Barra-Ondina) às 18h30. Os artistas norte-americanos ficarão na parte mais alta do trio, sobre a cabine do motorista. No chão, seguirão integrantes de algumas das principais organizações percussivas da cidade. Timbalada, Olodum, Cortejo Afro, Filhos de Gandhy e Banda Didá estarão representados.

"Este é o grande encontro do carnaval", avalia o cantor, compositor e músico Carlinhos Brown, que será o maestro da apresentação. "Esse tipo de mistura é próprio do Brasil. A gente é um povo que gosta de se misturar, é um País jovem, com muitas ascendências culturais. Ao mesmo tempo, já temos autoridade musical suficiente para promover esse tipo de fusão de estilos."

A ideia de levar o Blue Man Group ao carnaval de Salvador surgiu no fim de 2009, durante uma confraternização de funcionários da operadora de telefonia que tem o grupo como garoto-propaganda. "Ainda tentamos realizar o encontro no ano passado, mas não foi possível", conta o gerente regional da TIM Nordeste, Eduardo Valdés. "Ficou ainda melhor, porque este ano o carnaval de Salvador homenageia oficialmente a percussão."

Entre o fim da manhã e o início da tarde desta sexta-feira, os participantes do desfile realizaram um ensaio, com direito a trio elétrico e caracterização completa tanto dos músicos baianos quanto dos homens azuis - que, sem dizer nada (são proibidos), promoveram várias brincadeiras com os músicos das outras bandas e com os integrantes das equipes técnicas.

"Viemos para tentar criar algo diferente, alguma coisa que ainda não tenha sido feita", diz o diretor artístico do grupo, Puck Quinn. "Nem sabemos muito bem o que esperar. Só sabemos que vai ser quente e que vai ter muita gente muito animada, mas tenho certeza que vai ser muito divertido."

Para ele, a apresentação do grupo no carnaval também tem um ingrediente de aprendizado. "Queremos conhecer melhor o carnaval e o que dá esse sentido de orgulho do evento para a população brasileira", afirma. "Não há nada parecido com essa festa nos Estados Unidos."

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