Carnaval de rua do Rio será monitorado por câmeras

O carnaval de rua do Rio de Janeiro será monitorado pela prefeitura. Além das 120 câmeras da Companhia de Engenharia de Tráfego (Cet-Rio), que enviam imagens para o Centro de Operações Rio (COR), os 424 blocos e os cerca de três milhões de foliões esperados serão filmados por câmeras instaladas em uma picape - o carro-espião - e numa mochila apelidada de mochila-vigilante.

CLARISSA THOMÉ, Agência Estado

11 de fevereiro de 2011 | 18h46

Os equipamentos serão usados nas áreas em que não há câmeras da Cet-Rio para o monitoramento do trânsito ou nos blocos com maior concentração de pessoas. "Serão os olhos do COR onde não há câmeras fixas. Os equipamentos permitirão tomar decisões mais rapidamente. Se tem um carro estacionado, impedindo a passagem do bloco, mandamos o reboque", afirmou o secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osório.

O software IPública foi criado pela empresa carioca Total TI numa parceria com a Microsoft, ao custo de R$ 8 milhões. O equipamento já foi testado no Réveillon, quando apontou desde tumultos na orla a caçambas de lixo deixadas em local errado. A câmera do carro capta e envia imagens em movimento em 360 graus e em tempo real. Já a mochila, que pesa 20 quilos, será usadas nos lugares em que a picape não pode passar. O equipamento filma, mas envia apenas a foto do problema a ser resolvido para o Centro de Operações.

Este será o primeiro carnaval "big brother" na capital fluminense. O COR, que concentra 30 órgãos municipais e recebe imagens de câmeras de trânsito e de concessionárias de serviços públicos, foi inaugurado em dezembro. A centralização de serviços permitirá deslocar equipes, interditar vias e desviar o tráfego, caso o número de foliões ultrapasse o esperado, por exemplo.

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