Carnavalesco da Viradouro espera ser entendido pelo júri

À espera da apuração que definirá o vencedor do carnaval carioca, o carnavalesco Paulo Barros, da Viradouro, disse esperar que os jurados entendam o conceito do desfile que a Viradouro fez. "A noção de beleza não precisa estar agregada ao luxo. A Viradouro fez um desfile conceitual dentro dos próprios parâmetros", disse o carnavalesco. Barros disse acreditar que a sua escola, a Beija-Flor, a Portela e a Grande Rio têm condições de brigar pelo título. Ele contou ainda que foi convidado para trabalhar em São Paulo, mas acabou recusando por "ser perfeccionista" e acreditar que teria dificuldades de acompanhar o trabalho de duas escolas em Estados diferentes.Barros esteve no centro de uma polêmica devido ao carro representando o Holocausto que pretendia levar para a passarela. O carro foi proibido de desfilar por uma decisão judicial concedida para uma ação impetrada pela Federação Israelita do Estado do Rio. Como resposta, Barros vestiu um destaque de Tiradentes e colocou 70 pessoas vestidas de branco e com a boca tapada por uma faixa, representando a proibição de ele se manifestar da forma como havia planejado. Duas frases estampavam o carro: "Liberdade ainda que tardia" e "Não se constrói o futuro enterrando a história."

CLARISSA THOMÉ, Agencia Estado

06 de fevereiro de 2008 | 16h08

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