''Carro flex não é verde''

Embora leve vantagem ambiental no que diz respeito a emissões de CO2, o carro flex não é verde, afirma a pesquisadora do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP) Maria de Fátima Andrade. Segundo ela, do ponto de vista ambiental, a denominação não passa de marketing ou uso de uma expressão "da moda".

Cleide Silva, O Estadao de S.Paulo

26 de novembro de 2009 | 00h00

A pesquisadora reconhece que, ao avaliar as emissões que provocam o efeito estufa, o álcool é melhor do que a gasolina, pois envolve o plantio da cana que, em seu processo de crescimento, absorve CO2. "Mas, em relação a poluição urbana, os efeitos são muito parecidos".

Segundo Alfred Szwarc, consultor de Emissões e Tecnologia da Unica (entidade que representa as usinas de álcool), da frota total de carros flex, de 9,15 milhões de veículos, cerca de 80% normalmente abastecem com álcool.

Esse porcentual varia de acordo com a vantagem em relação ao preço dos dois combustíveis. Na semana passada, por exemplo, abastecer automóveis flex com álcool em vez de gasolina só era vantajoso em sete Estados brasileiros.

Maria de Fátima ressalta que o lado positivo do anúncio do IPI menor para carros flex é a possibilidade maior de renovação da frota. Carros novos são bem menos poluentes que os antigos, ressalta ela.

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