Cartas

Onde encontrar mudas de araucária Tenho um sítio na região de Ribeirão Preto e gostaria de saber onde posso conseguir mudas de araucária no Estado de São Paulo. João Carlos RattoSão Paulo (SP) De acordo com o site jardim de flores (www.jardimdeflores.com.br), a araucária se destaca de outras espécies brasileiras de coníferas por causa da sua forma, muito característica em paisagens da Região Sul do País. Resistente, chega a tolerar incêndios rasos, em razão de sua casca grossa, que atua como um isolante térmico. Sua capacidade de germinação chega a 90% em pinhões recém-colhidos. O viveiro do Horto Florestal de Campos de Jordão (SP) possui mudas de araucária disponíveis para venda.De acordo com o responsável pelo viveiro, Paulo Sato, as mudas possuem 30 centímetros de altura e custam R$ 2. O Horto Florestal está localizado no Parque Estadual de Campos do Jordão, uma das maiores reservas de coníferas do Estado de São Paulo. O Parque está localizado na Avenida Pedro Paulo, s/n.º, no Bairro Horto Floresta, em Campos do Jordão. Horto Florestal de Campos do Jordão, tel. (0--12) 3663-1977.   Leitor quer formar cerca-viva de bambu Estou interessada em fazer uma cerca-viva em toda a divisa de um sítio com uma estrada municipal. Pensei em usar bambu, de touceira, desses que se vêem em toda parte, cuja classificação eu não saberia informar. Gostaria de saber se esse tipo de planta se presta a esse fim, e, caso afirmativo, se é possível fazer as mudas a partir de touceiras existentes na propriedade e como fazê-las. Muni Gibertoni Della Vallemariagibertoni@yahoo.com.brO criador do site Bambu Brasileiro, Raphael Moras de Vasconcellos, explica que o bambu de touceira, também chamado de não-invasivo, é muito usado no meio rural como cerca viva. Ele diz que no Brasil existem muitas espécies nativas e exóticas e que, geralmente, o bambu de touceira usado para este fim é o do gênero asiático Bambusa, variando entre o Bambusa multiplex, Bambusa tuldoides e o Bambusa textilis. ''As três espécies desenvolvem varas de diâmetro médio - chegando a quase 5 centímetros -, leves e fáceis de manejar. As diferenças visíveis (morfológicas) entre eles são de difícil identificação para leigos'', afirma Vasconcellos. Das três espécies, a Bambusa multiplex é a mais diferente, pois sua moita, com o passar do tempo, abre-se como um cogumelo, e suas varas podem chegar a até tocar o chão com sua ponta, descreve. Segundo o consultor, os bambus de touceira são fáceis de multiplicar utilizando varas vivas. Há muitas técnicas, e uma bem simples é escolher uma vara jovem (de um a dois anos), identificável por ser livre de fungos e ter um aspecto limpo. Essas varas possuem, nos nós, gemas que ainda não lançaram seus galhos ou que ainda podem lançar raízes. Deve-se cortar pedaços com dois nós nas pontas (e um entrenó fechado no meio) e colocá-los em uma vala, de maneira a cobri-los com 10 centímetros de terra fofa. É aconselhável colocar as duas gemas (uma em cada nó) apontadas para os lados, para que as duas tenham o mesmo acesso ao solo. O bambu gosta de solo levemente ácido e argiloso, bastante água (sem afogá-lo) e sol. A muda se desenvolverá e se transformará em uma touceira madura entre sete e dez anos. No link www.bambubrasileiro.com/info/plantio  há mais informações e ilustrações sobre o plantio de bambu.   Mandioquinha: mudas, agora, só em outubro Lendo o Agrícola de 19 de março interessei-me pela reportagem sobre mandioquinha, pois, coincidentemente, há vários meses estava à procura de semente ou mudas. Como não consegui falar na Casa da Agricultura de Socorro (SP), gostaria de contatos de produtores. Patricia LentinoChavantes (SP)O produtor José Dimas de Barros, que possui 3 hectares de mandioquinha, também conhecida como mandioquinha-salsa ou batata-baroa, em São Bento do Sapucaí (SP), diz que, nesta época, não é mais possível encontrar mudas do tubérculo e que a leitora terá de esperar até o mês de outubro. ''Normalmente, há mudas disponíveis de outubro a abril, mas este ano as mudas acabaram mais cedo'', diz o produtor, que vende o milheiro de mudas por R$ 50 e faz entregas, por Sedex, para outras regiões do Estado de São Paulo. Mesmo não tendo mudas agora, Barros coloca-se à disposição da leitora para esclarecer dúvidas de plantio e de manejo da cultura da mandioquinha. ''Ela pode entrar em contato e já fazer a reserva para entrega de mudas no fim do ano.'' José Dimas de Barros, tel. (0--12) 9703-0271.O biólogo João Justi Junior, do Instituto Biológico de São Paulo (IB-Apta), diz que ideal é fazer uma identificação exata da espécie que está infestando a casa. ''Dizer que é cupim da terra não explica muita coisa'',diz. Ele destaca, porém, que as espécies mais comuns no litoral são cupim de madeira seca (Cryptotermes spp), cupim subterrâneo (Coptotermes gestroi) e uma espécie que faz ninhos em locais altos (postes, árvores, telhados, etc.) chamado Nasutitermes spp. Provavelmente a espécie em questão é o cupim subterrâneo. De acordo com ele, existem duas formas de controlar o cupim subterrâneo: uma com inseticidas líquidos e outra com iscas cupinicidas. No caso dos inseticidas, faz-se uma barreira química em volta da casa (externamente). Se houver jardim, cava-se uma valeta de mais ou menos 10 centímetros de profundidade e joga-se a calda inseticida encharcando o solo, cobrindo a valeta com terra novamente em seguida. A isca cupinicida é uma alternativa mais ecológica, pois aproveitam-se os pontos de infestação ativos (onde os cupins estão presentes) para a instalação de caixas com a isca. Essa isca (papel impregnado com um regulador de crescimento) vai servir de alimento para os cupins. Os cupins têm por hábito passar alimento de boca em boca. Esse hábito distribui o regulador de crescimento na população da colônia, afetando o número de indivíduos até fazer com que a população não consiga mais se recuperar. Essa seria a alternativa mais natural: não usa muito inseticida, não atinge o solo e não obriga as pessoas a desocuparem a casa. O IB edita alguns boletins técnicos sobre diversos assuntos e um deles é sobre cupins em áreas urbanas. Também edita um Manual ilustrado para identificação de pragas urbanas que pode ajudar na identificação da espécie e a melhor forma de controle. As publicações podem ser adquiridas via e-mail: negocios@biologico.sp.gov.br .   Cupins: é importante identificar a espécieGostaria de receber alguma orientação a respeito de como evitar e combater, de forma natural, sem uso de produtos químicos, cupins em uma propriedade à beira-mar em Bertioga, litoral de São Paulo. Segundo me disse uma empresa de dedetização, trata-se de cupim da terra.   Marcelo AngeliSão Paulo (SP)A reportagem ''Marmelo volta para o sul de MG'' foi publicada no dia 13 de fevereiro de 2008 (pág. 4). A doceira Maria Madalena de Lima Souza ensina a receita da marmelada artesanal: descascar os frutos e cozinhá-los previamente; depois, passar numa peneira para eliminar as sementes, deixando só a polpa. Coloque a polpa na panela e uma quantidade igual de açúcar. Deixe cozinhando por pelo menos quatro horas. ''O segredo é cozinhar até desgrudar da panela'', ensina Maria.   A receita de uma boa marmeladaGostaria que vocês republicassem a receita de marmelada, que saiu recentemente no Suplemento Agrícola. Antonio Lázaro DamianiGuarulhos (SP)A reportagem 'Marmelo volta para o sul de MG' foi publicada no dia 13 de fevereiro de 2008. A doceira Maria Madalena de Lima Souza ensina a receita da marmelada artesanal: descascar os frutos e cozinhá-los previamente; depois, passar numa peneira para eliminar as sementes, deixando só a polpa. Coloque a polpa na panela e uma quantidade igual de açúcar. Deixe cozinhando por pelo menos quatro horas. "O segredo é cozinhar até desgrudar da panela", ensina Maria.

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