Cartas

Ital informa sobre desidratação de frutas Tenho interesse em saber como é o processo de secagem de frutas. Existe alguma literatura sobre isso? Onde posso conseguir? Marina e Tutu Galvão Buenotutugb@matrix.com.brO Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, tem duas publicações sobre o assunto. Uma delas é o manual técnico Banana-passa: princípios de secagem, conservação e produção industrial, que custa R$ 20. A outra publicação, também um manual técnico, chama-se Desidratação de frutas e hortaliças e custa R$ 80. Os manuais podem ser adquiridos no endereço www.ital.sp.gov.br/cial, link Publicações. Mais informações pelo telefone (0--19) 3743-1745. O Ital também promove cursos sobre desidratação de frutas e hortaliças, nos quais apresenta conceitos básicos de secagem, equipamentos, embalagens e controle de qualidade. Os participantes do curso recebem o manual Desidratação de frutas e hortaliças. Mais informações sobre os cursos e as próximas datas nas quais eles ocorrerão, tel. (0--19) 3743-1758 ou no www.ital.sp.gov.br/fruthotec/eventos/desidratacao/apresentacao.html.     Vetiver é planta que controla a erosão Reportagem do Agrícola falou sobre uma planta usada para combater erosão cuja raiz chega a atingir até 6 metros e não se propaga por sementes. Onde obter mais informações sobre esta planta e onde adquirir mudas?José Benjamin Bueno Reginajbregina@uol.com.brO leitor refere-se ao vetiver, planta que vem sendo empregada, com sucesso, em projetos de combate à erosão, graças ao seu enraizamento vertical e extenso. Segundo informações do agrônomo do escritório local de Caxambu, da Emater-MG, André César Henriques, que coordenou o projeto Estabilização de Solos e Controle de Erosão com Vetiveria zizanioides (L. ) Nash, o vetiver é uma herbácea perene e rústica. Suas raízes, profundas e extensas - atingem até 6 metros, crescem para baixo e atuam como ''barreiras'' contra enxurradas, aumentando a capacidade de infiltração da água no solo. Outra característica, diz, é a resistência da planta à seca prolongada e sua capacidade de recuperação após situações de stress, como queimadas, pastoreio intensivo e alagamentos. Henriques garante, ainda, que o plantio de vetiver para recuperação de áreas degradadas é seguro e não há risco de virar praga. ''A planta é estéril e só se multiplica por subdivisão de touceiras. Para fazer a multiplicação, é preciso podar folhas e raízes e desmembrar a touceira'', explica. O leitor pode solicitar material informativo na Emater-MG, e-mail: caxambu@emater.mg.gov.br. Em relação à compra de mudas, entre em contato com o cafeicultor Adriano Sério, de Caxambu (MG), que tem um pequeno viveiro de mudas de vetiver. E-mail: serio@estancias.com.br.       Mal da pindaúva pode ser antracnoseNa chácara do meu sogro, em Rio Claro (SP), há um pé de pindaúva, ou pindaíba, que há muitos anos dá muitos frutos, mas nenhum deles chega a se tornar comestível, porque são atacados por uma doença ou fungo que torna as bagas negras como carvão e se deterioram antes de amadurecer. O que fazer para debelar essa doença que insistentemente impede meu sogro de saborear uma fruta que desde criança ele conhece?Heraldo Antonio Britskiheraldo@usp.brConforme o pesquisador do Instituto Agronômico (IAC-Apta), em Campinas (SP), José Emilio Bettiol Neto, analisando a descrição dos sintomas, provavelmente trata-se de infecção fúngica conhecida por antracnose. Essa doença também ataca brotações novas ou ramos ponteiros, matando-os. O ataque em frutos novos é caracterizado pela mumificação dos mesmos. Em frutos desenvolvidos as lesões são numerosas, geralmente circulares e escuras. Neste caso, verifique se há formação de uma massa rosa sobre as lesões, que é característica da frutificação do fungo. Existem, também, outros agentes biológicos que, ao atacarem os frutos, possibilitam infecções secundárias que podem apresentar características semelhantes de dano. Por exemplo, o ataque de broca-das-sementes pode favorecer essas infecções. Neste caso, observe a presença de orifícios na casca do fruto por onde saíram as vespas adultas. De qualquer forma, o pesquisador sugere que solicite a visita de um profissional devidamente habilitado para que este possa ter mais subsídios, possibilitando um diagnóstico preciso e, assim, propor uma solução adequada ao problema.         Madeira: ideal é não tratar de forma caseira Preciso de mais informações sobre o tratamento de mourões, conforme reportagem publicada em 20/6/2007. Embora já tenha havido manifestação do pessoal da área química, penso que o ataque de insetos pode ser combatido com chapéus improvisados em seu topo, pois é na parte com o rachamento da madeira que geralmente ocorre a infestação. Mas a minha principal dúvida em relação ao tratamento com o sulfato de cobre é: a madeira precisa estar verde para melhor absorção da calda?Jorge Bernar Augustoj.bernar@hotmail.comSegundo o engenheiro químico Ennio Lepage, o sulfato de cobre produz pouco resultado do ponto de vista do tratamento de madeira e representa alto risco de contaminação ambiental. ''Tanto que não há no mercado produto químico para esta finalidade com registro no Ibama, exigência legal e sanitária para itens desta categoria.'' Por isso, diz, a recomendação é sempre usar madeira tratada em usinas de preservação, que ''têm pessoal qualificado para controle de concentração, penetração e retenção de preservativos de madeira''. As usinas têm equipamentos de segurança ambiental e individual. ''A relação completa dessas usinas, em todo o País, consta no site www.abpm.com.br, da Associação Brasileira de Preservadores de Madeira'', diz. Quanto aos chapéus colocados no topo de mourões, para prevenir infiltrações de água, a idéia é válida especialmente no caso do eucalipto, que tende a apresentar rachaduras. Porém, há medidas mais práticas e econômicas, como cortar o topo da peça com inclinação (biselar) e aplicar piche ou alcatrão, informa. O membro da diretoria da ABPM, Flávio Carlos Geraldo, diz que o tratamento deve obedecer aos termos da Portaria Interministerial 292 e da Instrução Normativa 5, do Ibama. ''Formulações caseiras dificilmente atendem a todos os requisitos de penetração e retenção dos ingredientes ativos nas camadas permeáveis da madeira. Só em laboratórios isso é possível.'' Geraldo destaca a questão da segurança operacional e ambiental, pois os componentes de formulações são tóxicos. ''Deve-se usar equipamentos de proteção individual, fazer o correto descarte de restos de calda e embalagens, lavar tanques e destinar a água de lavagem de maneira adequada.''         Pomba silvestre não pode ser criadaPoderiam me informar onde posso comprar pombinhas silvestres?Sara DagnoneGuarulhos(SP)   A criadora de aves de raças puras Maria Virgínia Franco da Silva diz que a pombinha silvestre integra a fauna nacional e tem seu comércio proibido. ''É possível criar a pombinha silvestre só com autorização do Ibama.'' Ela informa que há outra espécie de pomba, a rolinha portuguesa, que é confundida com a pombinha silvestre. ''Esta rolinha não é nativa e pode ser criada em cativeiro.'' A diferença entre as duas aves é a plumagem bege e um ''colarzinho'' preto no pescoço na pombinha portuguesa. Tel. (0--11) 5667-3495.

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