Cartas

Onde comprar mudas de guanandi Desejo saber um pouco mais sobre uma árvore, o guanandi, que está sendo plantada como reflorestamento e que seria compatível com a região onde moro, o cerrado de Mato Grosso do Sul. Onde encontrar mudas, como é seu crescimento e comercialização. Maria Rita Murano Garcia Campo Grande (MS) O agrônomo Lorisval Tenório de Vasconcelos, da Vasconcelos Florestal, em Monte Alto (SP), estuda o guanandi há mais de dez anos. Ele explica que é uma árvore nativa, também chamada de jacareúba na Amazônia. Apesar de ser uma planta nativa de áreas alagadas, o guanandi cresce melhor fora da água e "vai bem em Mato Grosso do Sul", afirma Vasconcelos. Ainda pouco conhecido, o guanandi tem uma longa história no País. Em 1835, foi decretado como a primeira madeira de lei do País. Na época, a madeira era usada pela indústria naval. Por sua semelhança com o mogno, há alguns anos começou a ser requisitado pela indústria moveleira. Apesar das vantagens, Vasconcelos alerta que o guanandi não é uma cultura indicada para quem pensa em retorno financeiro imediato. O tempo de corte é longo: cerca de 18 anos. "É como se fosse uma aposentadoria; um investimento a longo prazo", diz. Só é possível ter a primeira receita no quinto ano, quando é feito o primeiro desbaste. No décimo ano pode-se fazer um segundo desbaste. Nesse caso, porém, o rendimento é baixo. Hoje, o mercado paga em torno de R$ 750 o metro cúbico. O corte principal é feito aos 18 anos, quando o mercado paga em torno de R$ 2 mil o metro cúbico. O investimento, para quem já tem a terra, é apenas com as mudas e plantio. No viveiro Vasconcelos Florestal, as mudas custam R$ 2,50 cada. Tel. (0--16) 3242-2975 e site: www.reflorestar.com.br. A empresa Sementes Caiçara, em Brejo Alegre (SP), comercializa sementes de guanandi. O quilo da semente custa em torno de R$ 80 (são de 550 a 600 sementes por quilo). Mas não é indicado o plantio direto. É preciso primeiro fazer a muda. Tel. (0--18) 3646-1165 ou site: www.sementescaicara.com.br. Outra opção é a Tropical Flora Reflorestadora, de Garça (SP), tel. (0--14) 3406-5001. A empresa comercializa mudas e sementes de guanandi. A muda custa R$ 1,60 cada (a partir de 1 mil mudas) e o quilo da semente sai por R$ 100 (compra mínima de 5 quilos). Pectina não tem função adoçante Não posso comer açúcar e estou procurando pectina para fazer geléias. Aonde posso encontrar? Se não conseguir encontrar no mercado, como posso retirar pectina das frutas? Sylvia Montenegro ssmonten@uol.com.br Tenho em meu quintal alguns pés de frutas: acerola, jabuticaba, laranja cravo, amora, pitanga, goiaba e abacate. Costumo fazer geléias, mas elas acabam embolorando. Ouvi falar da pectina e gostaria de saber mais informações. Gisela Masteguim dos Santos gymasteguim@gmail.com O engenheiro de Alimentos Paulo Eduardo da Rocha Tavares, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-Apta), explica que a pectina é um polissacarídeo presente na parede celular das plantas, que não possui dulçor e, portanto, não possui poder de adoçar produtos. A função da pectina, diz o pesquisador, é aprisionar a água ao redor e, assim, formar um gel, não conferindo sabor doce ao produto. Na geléia, esta geleificação é provocada pela combinação do açúcar, pectina e ácido contido nas frutas. "É o equilíbrio destas substâncias que irá garantir a consistência ideal para obter as geléias", destaca. A pectina pode ser produzida de maneira caseira, normalmente fervendo a pele branca de citros, ou casca, pedaços e sementes de maçãs ácidas com água e ácido de uso alimentício ou suco de limão. Depois, coar e guardar este líquido na geladeira para uso posterior. No entanto, diz o pesquisador, esta pectina, principalmente a produzida de citros, dá um sabor amargo à geléia, descaracterizando o sabor da fruta, fato que não ocorre com a pectina comercial, que é vendida na forma de pó e é de fácil utilização, não fornecendo sabor estranho à geléia. A pectina industrial pode ser comprada em lojas de artigos para confeitaria e/ou panificação, que vendem o produto em pequenas porções para produção caseira. Há também fornecedores para quantidades maiores, como Eskisa, tel. (0--11) 5536-0533; Doce Aroma, tel. (0--11) 6633-3000; Plury Química, tel. (0--11) 4093-5356; CP Kelco Brasil, tel. (0--19) 3404-4640. Contato no Ital, tel. (0--19) 3743-1840 ou e-mail: frutho@ital.sp.gov.br. Alimentação correta para pavões jovens Tenho alguns pavões no meu sítio, ainda jovens (cerca de 2 anos de idade). Gostaria de saber a alimentação correta para estas aves e se posso acrescentar à ração sementes de girassol. Flávio Alcedi Goulart D?Ávila flavio68@ig.com.br A semente de girassol pode ser incluída na alimentação de pavões adultos (a partir de 3 anos de idade), mas não em excesso, já que ela é muito oleosa, explica a criadora de aves e membro da Associação Brasileira dos Criadores de Aves de Raças Puras, Maria Virgínia Franco da Silva. Segundo ela, a alimentação de filhotes é feita com ração inicial de pintos de um dia; após os 30 dias de idade, os pavões passam a receber ração de crescimento. "A ração de crescimento pode ser complementada com frutas e verduras picadas, exceto alface, e com uma farofa composta por ovo cozido amassado misturado com cebola, salsinha e cebolinha picadas", ensina Maria Virgínia. Essa farofa deve ser servida uma vez ao dia. A partir da idade adulta, recomenda a criadora, deve-se iniciar a alimentação com ração de postura. "A esta ração pode ser acrescentada, em pouca quantidade, semente de girassol", explica. Nesta fase, pode-se também incluir na ração um pouco de milho, na proporção de uma parte do cereal para duas de ração. No caso dos pavões do leitor, Maria Virgínia diz que se tratam de jovens adultos e que, portanto, já podem fazer a transição da ração de crescimento para a ração de postura. "A transição deve ser gradual, diminuindo a ração de crescimento e aumentando a ração de postura." Tel. (0--11) 5667-3495. Leitor procura mudas de glicínia lilás Gostaria de saber onde posso encontrar mudas de glicínia (Wisteria sinensis) na cor lilás, em São Paulo. Tenho procurado incessantemente estas mudas e não encontro ninguém que as tenha. Ana Lobo São Paulo (SP) A leitora pode encontrar mudas de glicínia na Feira de Flores e Plantas da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), que reúne cerca de 1.100 produtores que vendem no atacado, semi-atacado e varejo. A feira é realizada todas as terças e sextas-feiras, das 5 às 10h30. O produtor Mitsuaki Suzuki, de Ibiúna (SP), é um dos expositores da feira que comercializam mudas dessa espécie de planta. Mas Suzuki alerta que nesta época do ano a glicínia está em fase de vegetação e não tem flores. A florada da planta começa em meados de agosto e vai até setembro. Por isso, a leitora não vai encontrar a planta em exposição na feira. "Mas temos a planta no viveiro. Se a leitora quiser comprá-la nesta época é preciso encomendar", afirma Suzuki. O telefone de contato é (0--11) 7283-3003. Outro expositor da feira na Ceagesp, o produtor Gedeonis Luiz da Silva, de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, também comercializa glicínia, mas nesta época também só leva a planta para a feira por encomenda. Tel. (0--11) 4676-4465. Confira outros produtores da feira no site: www.feiradeflores.com.br.

O Estado de S.Paulo

24 Dezembro 2008 | 00h34

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