Cartas

Onde comprar muda de ameixa vermelha

O Estado de S.Paulo

15 Julho 2009 | 03h34

 

Gostaria de saber onde encontrar mudas de ameixa do Pará, aquela vermelha, e também mudas de pinha.

Edson Ribeiro

Mogi das Cruzes (SP)

Especialistas consultados pelo Agrícola desconhecem a existência de variedade ameixa do Pará. "Existem várias variedades de ameixa vermelha, cada região conhece por um nome. Deve ser confusão do leitor ou algum nome regional de alguma fruta. Pode ser ameixa, mas não do Pará", diz o pesquisador Rafael Pio, professor da Universidade Federal do Paraná. A nêspera, por exemplo, é conhecida como ameixa amarela no Sul e Sudeste, destaca Pio. O gerente comercial da Fazenda Citra, especializada em mudas frutíferas, Luís Bacher, diz que o leitor pode estar confundindo com a ameixa de cametá, espécie Flacourtia indica, também conhecida como ameixa do governador. Bacher explica que a ameixa mais comum nos mercados é a ameixa do Japão. Mas a variedade governador adapta-se melhor ao clima tropical. A Fazenda Citra, em Limeira (SP), comercializa mudas de ameixa do governador. A muda com mais ou menos 1 metro de altura custa R$ 8. "A ameixa é uma planta dioica (em que os sexos são separados em indivíduos diferentes), por isso deve-se plantar mais de uma árvore, senão não vai frutificar", ensina Bacher. Tel. (0--19) 3451-1221 ou site: www.fazendacitra.com.br. A Estação Experimental Santa Luzia, em Guareí (SP), também comercializa mudas de ameixa. Conforme o pesquisador Arnaldo Moschetto, o viveiro dispõe de várias espécies: governador, madagascar, natal (ou africana) e japonesa, todas vermelhas. A Estação Santa Luzia também tem mudas de pinhas (Annona squamosa). As entregas podem ser feitas por Sedex, para o Brasil inteiro. Preços a consultar. Tel. (0--15) 3258-2023 ou site www.frutasexoticas.com.br. Outra opção é o viveiro Toninho Mudas, de Pindamonhangaba (SP). As mudas, com garantia, custam entre R$ 10 e R$ 12, dependendo do tamanho. Mas não faz entrega por Sedex. Tel. (0--12) 3642-2071.

linkCursos e literatura sobre cogumelos

 

Gostaria de uma indicação de livros e cursos sobre o plantio e cultivo de cogumelos shiitake e shimeji.

Alcides Toshinori Kunikata

alcidestk@hotmail.com

A Associação de Agricultura Orgânica (AAO) dará cursos de cultivo de cogumelo shiitake nos dias 9 de agosto e 6 de dezembro, das 9 horas às 17 horas, no Parque da Água Branca, em São Paulo (SP). Segundo informações da AAO, o curso é voltado a iniciantes e aborda a escolha das toras nas quais é feito o cultivo, inoculação, instalações, manejo da produção, colheita e procedimentos para a produção orgânica. No dia 18 de outubro, também das 9 às 17 horas, no Parque da Água Branca, a AAO dará outro curso de cogumelos comestíveis (shiitake e shimeji). O curso vai abordar classificação e identificação dos cogumelos comestíveis, técnicas de cultivo, mercado e comercialização. Cada curso custa R$ 80 (para não associados) e R$ 65 (para associados) e inclui material didático e certificado. Informações e inscrições, tel. (0--11) 3875-2625 ou cursos@aao.org.br. O leitor também pode consultar o site do Módulo de Cogumelos da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp em Botucatu (SP), que pesquisa o aumento da qualidade e produtividade da cultura dos cogumelos no País e, periodicamente, oferece cursos. Site: www.fca.unesp.br/cogumelos; tel. (0--14) 3811-7213. E a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) tem a publicação Cultivo do cogumelo shiitake (Lentinula edodes) em toras de eucalipto, para venda. O livro é de autoria de Everaldo Piccinin e custa R$ 10, mais a taxa de expedição. Biblioteca Central da Esalq, tel. (0--19) 3429-4311

ramal 210.

linkPlantas indicadas para fazer cerca viva

 

Tenho uma propriedade em Mirandópolis (SP) onde a temperatura é elevada a maior parte do ano. Recentemente, foi feita a estrada vicinal, com alargamento e grande movimentação de terra, e a casa rural ficou exposta aos usuários da estrada. Gostaria que me indicassem espécies para fazer cerca viva com dupla função: proteção visual e que produza frutos para pássaros ou para nosso consumo. Pode ser do tipo arbusto ou pequena árvore, adaptado ao solo arenoso.

Toshio Ichikawa

toshioi@terra.com.br

O técnico agrícola Emilson José Rabelo, do Viveiro Agromineira, em Holambra (SP), sugere o sansão-do-campo e o maricá, plantas de crescimento rápido e que atingem até 5 metros de altura. "As espécies, porém, têm muitos espinhos, o que dificulta a poda e o sansão-do-campo necessita de bastante espaço." Outra opção, a murta, tem crescimento mais lento, alcança até 4 metros e é fácil de ser podada. Mas é hospedeira do inseto transmissor da doença do greening, de citros. "Há risco de ela ter de ser erradicada." Outra possibilidade é usar hibiscos, espécie de crescimento rápido, porte de até 4 metros de altura, facilidade de poda e que dão belas flores. Já o jambolão cresce rápido, tem porte de até 15 metros e, por ser frutífera, atrai pássaros. "Mas morcegos também adoram seus frutos", avisa Rabelo, que recomenda, ainda, a yuca, espécie de crescimento moderado, porte de até 5 metros de altura e de folhas pontiagudas, o que protege bem a área. Tel. (0--19) 3802-2352.

linkManejo ideal para controle de carrapato

 

Li certa vez reportagem do Agrícola sobre o combate de carrapatos em vacas leiteiras. Tenho pequena propriedade em Itapeva (SP) e algumas vacas estão com carrapatos. Qual a melhor forma de combatê-los?

Wancley Pimentel

wpcabanha@gmail.com

Adotar o controle de carrapatos, de forma preventiva ou curativa, mantém a sanidade do rebanho em dia, já que o problema de uma infestação não é tanto o sangue que o carrapato suga, mas as doenças que ele introduz no organismo do bovino, segundo a pesquisadora Márcia Prata, da Embrapa Gado de Leite. Segundo ela, o pico de infestação se dá em junho, mas o controle pode ser feito antecipadamente, de janeiro a abril, no Sudeste. "O calor mata, de graça, boa parte das larvas do carrapato presentes no ambiente." O tratamento preventivo é mais eficiente e econômico do que o curativo, feito quando já há infestação. "É como prevenir o incêndio em vez de apagá-lo", diz Márcia. Enquanto o controle preventivo prevê cinco banhos de carrapaticidas - 1 a cada 21 dias -, a média do controle curativo é de 16 banhos/ano. "O ideal é associar medidas preventivas no animal e no ambiente. Em baias e instalações deve-se passar a vassoura de fogo (lança-chamas) para limpar o local." Conforme Márcia, deve-se ficar atento a três critérios na hora de usar o carrapaticida: usar o produto correto, da maneira correta e na época certa. Usar corretamente o produto é seguir as instruções de mistura da calda, não administrar subdosagens e aplicá-lo por toda a superfície do corpo do animal, incluindo úberes e áreas onde o sol não bate. O equipamento de aplicação também é item importante. "Deve-se evitar pulverizador costal, porque há risco de contaminação do aplicador e, como o peso recai sobre as costas, é difícil manter a qualidade de aplicação em todo o rebanho." A dica é usar equipamentos em que o recipiente da calda fique no chão, apoiado, como a bomba de pistão manual ou a câmara atomizadora. Para escolher o produto certo, o jeito mais seguro é fazer o teste de resistência ao carrapaticida, uma vez que é comum haver populações de carrapatos resistentes a certos princípios ativos. A Embrapa Gado de Corte realiza, gratuitamente, a análise de eficiência do carrapaticida e o resultado sai em até 45 dias. Informações sobre coleta e envio de amostras no site www.cnpgl.embrapa.br, link Serviços. Tel. (0--32) 3249-4829.

 

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