Cartas

Cochonilhas atacam flores-de-maio

O Estado de S.Paulo

05 Agosto 2009 | 03h40

 

Possuo mais de 20 vasos de flor-de-maio em estufa ao ar livre. Tem ocorrido que todas as manhãs encontro pedaços das flores caídos no chão. Um amigo também tem problema com flor-de-maio plantada em vaso. Segundo ele, aparece nas folhas e tronco uma espécie de caspa formada por insetos (talvez pulgões). As folhas começam a amarelar e os galhos inteiros caem. Ao passar a unha, a 'caspa' sai com bastante facilidade. O que devo fazer para resolver o problema?

 

Geraldo M. Bittencourt Leão

Guaiçara (SP)

O paisagista Paulo Neves alerta que fazer um diagnóstico sem ver a planta é complicado. Mas, pela descrição do leitor, ele acredita que as plantas devem estar contaminadas pelo fungo Fusarium, que causa amarelecimento, apodrecimento e desidratação das plantas. Nesses casos, ensina Neves, o tratamento deve ser feito à base de fungicidas sistêmicos, produtos controlados e só vendidos com receituário agronômico. Por isso, o leitor deve consultar um profissional. Quanto às 'caspas', diz o paisagista, tudo indica ser um inseto sugador chamado cochonilha. "Existem dois tipos: esta tipo caspa e outra mais resistente, com carapaça", destaca. Nesses casos, o leitor pode usar uma escovinha de dentes com detergente neutro para lavar bem todas as partes das plantas afetadas e fazer uma pulverização de calda de fumo em seguida, para manter o controle.

 

A Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) ensina uma receita simples de calda de fumo: 10 centímetros de fumo de rolo, 50 gramas de sabão de coco ou neutro, 1 litro de água. Pique o fumo e o sabão em pedaços, junte a água e misture bem. Deixe curtir por cerca de 24 horas. Coe e pulverize as plantas atacadas. Além disso, o paisagista sugere que o leitor reveja o manejo da planta, adequando mais o que a planta gosta ao ambiente para evitar futuras infestações. A flor-de-maio não é uma planta difícil de ser cultivada. Depois da floração, ela entra em descanso. Nesse período, deve ser mantida com o solo seco, sem adubação: uma rega a cada dez dias é suficiente. É neste período também que deve ser feita a troca de vaso ou a retirada de mudas (basta retirar um ramo e plantar numa mistura de terra bem adubada com areia grossa). Na primavera, inicia-se a adubação e as regas devem ser mais frequentes, uma ou duas vezes por semana. Elas gostam de lugares bem iluminados e, se possível, de sol direto. Mais dicas no site: www.floresdemaio.com.br/Destaque/FloresdeMaio.htm. Contato, e-mail: pauloneves@pauloneves.com.br.

 

linkMinianimais: onde comprar matrizes

 

Comecei a ter contato com minibovinos em 2003. No ano passado, comprei 3 novilhas. Depois, comprei um touro e o rebanho foi aumentando. Agora já penso em inseminação e transplante de embriões, pois a raça é encantadora: dócil, precoce e leiteira. Considero um mercado de futuro, promissor. Acredito que a propriedade está pronta para iniciar uma criação maior: com pasto formado, 5 piquetes e reservatórios de água em cada um. Ao todo são 27 hectares. Gostaria de saber onde comprar mais matrizes, se existem currais em dimensões proporcionais para os minianimais (tronco, brete, etc.), se há bibliografia sobre o assunto ou associação de criadores. Queria também uma orientação sobre onde conseguir um projeto para montar um pequeno galpão para ordenhar de 3 a 5 minivacas.

Maria Rita Murano Garcia

Campo Grande (MS)

Recentemente alguns criadores de minianimais, integrantes da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Pônei (ABCCPônei), formaram uma associação de criadores de minigado, com sede na Bahia, mas a entidade ainda não é reconhecida pelo Ministério da Agricultura (Mapa). O superintendente da associação, Luiz Miranda, explica que há alguns anos a ABCCPônei, que tem sede em Minas Gerais, pediu ao Mapa o reconhecimento do registro de uma raça de minigado. "O ministério demonstrou interesse, mas exige que haja um número mínimo de animais registrados e que estes animais tenham progênie comprovada, ou seja, que os filhos herdem as características dos pais." A raça desenvolvida pela associação é uma mistura de animais de pequeno porte, das raças jérsei e holandesa, com média de altura de 90 centímetros. Para chegar ao padrão, a associação selecionou animais com características semelhantes. A ideia, diz o superintendente, é ter um animal funcional, com aptidão leiteira, delicado e forte para conseguir produzir leite em regime de pasto. "Animais com características de anonismo não são reconhecidos pela associação", afirma Miranda. A associação pode indicar criadores de minibovinos que tenham animais registrados. Contato pelo e-mail: abcminigado@gmail.com. Outra opção é a Associação Brasileira dos Criadores de Mini-Horse, que fica em Avaré (SP). Conforme o presidente da associação, José Bastos Cruz Sobrinho, a maioria dos criadores de minibovinos também é criadora de mini-horse. Quanto às instalações para os minibovinos, Sobrinho diz que as proporções são semelhantes às de bovinos comuns. "O que pode mudar é a altura. O curral pode ter três tábuas, em vez de cinco", diz ele. Já com relação à bibliografia, ele diz que não há nada publicado a respeito de minibovinos. A associação também se dispõe a dar mais informações e indicar criadores. Tel. (0--14) 3733-9443. Site: www.ponei.com.br.

linkÁrea pouco profunda não comporta horta

 

Temos nos servido das informações do Agrícola para cuidar de nossa horta pedagógica. No momento estamos instalando um pequeno pomar dentro do colégio que vai servir, também, para finalidades educacionais. Ao prepararmos as covas notamos que o lençol freático do terreno é baixo (cerca de 1,20 metro). Diante disto, gostaríamos de orientação sobre quais as espécies que melhor se adaptam às circunstâncias.

 

Newton Zadra

São Paulo (SP)

O pesquisador José Emílio Bettiol Netto, do Centro de Fruticultura do Instituto Agronômico (IAC), explica que, de forma geral, a maioria ou grande parte das plantas frutíferas possui sistemas radiculares pivotantes (que desenvolve uma raiz principal e radicular e a partir dela partem raízes laterais, que também se ramificam) que se adaptam e desenvolvem-se melhor em solos profundos e com boa drenagem. Dessa forma, diz ele, para instalar um pomar nesta condição específica, deve-se dar prioridade às mudas enxertadas sobre porta-enxertos que suportem ou sejam adaptados neste ambiente, o que, na maioria das vezes, encontra-se indisponível e/ou não recomendável. "Uma alternativa é o plantio de espécies hortícolas que suportem e desenvolvam-se neste ambiente úmido, devido ao tipo de sistema radicular predominante nessas espécies e épocas do ano favoráveis ao cultivo das mesmas", orienta. De forma altenativa, pode ser considerado um sistema de drenagem na área, o que deve ser executado por profissional devidamente habilitado, considerando o custo do projeto. "Sendo assim, sugiro que considere a possibilidade de instalar o pomar em áreas menos restritivas quanto à profundidade e umidade predominantes no solo, assim como o cultivo de espécies e/ou culturas com sistemas radiculares mais compactos e superficiais nas áreas disponíveis." Contato, e-mail: bettiolneto@iac.sp.gov.br.  

linkLeitor quer 'Agricolas' atrasados

Peço informações de como fazer para conseguir alguns exemplares do Agrícola que estão faltando em minha coleção.

Almir de Souza

rh@agro-safra.com.br

O departamento de Arquivo do Estado informa que se o exemplar for datado de até três meses atrás, o leitor pode entrar em contato com a banca Irmãos Barroco, que vende edições antigas. Tel. (0--11) 3256-1315. Se o exemplar for datado de período superior a três meses, só é possível conseguir reportagens específicas. Para isso, o leitor deve contatar o Arquivo. Mas é preciso ter a data e o tema da reportagem. Tel. (0--11) 3856-2866 ou e-mail: arquivo.ae@grupoestado.com.br.

 

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