Cartas

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O Estado de S.Paulo

26 Agosto 2009 | 02h54

linkPessegueiro precisa de baixa temperatura

 

Estou interessado em plantar pêssego no quintal de casa. Já tenho pitanga, jabuticaba e poncã. Gostaria de informações sobre onde posso encontrar mudas de pêssego, preferencialmente chileno ou americano.

José Roberto Capelari

Lençóis Paulista (SP)

O Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes (DSMM) da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) tem mudas de pessegueiros, para pronta comercialização, das cultivares aurora, coral, diamante, doçura-4, talismã, marli, eldorado e douradão, entre outras. O engenheiro agrônomo Rafael Baeta, do Centro de Produção de Mudas da Cati, explica que o pessegueiro (Prunus persica) é uma planta caduca (que perde as folhas no inverno), exigente em tratos culturais (como podas para formação e frutificação). Por se tratar de planta de clima temperado, a exigência em baixas temperaturas é grande. Com relação ao clima, pode-se dividir as exigências do pessegueiro em duas fases: na fase de vegetação a planta necessita de dias quentes e noites amenas; na fase de repouso, requer temperaturas baixas. A maior parte das cultivares ainda é muito exigente em quantidade de frio (acima de 400 horas de frio abaixo de 7,2 graus). "O trabalho dos melhoristas brasileiros reduziu muito essa exigência, mas a planta ainda requer certa quantidade de frio para completar seus processos fisiológicos e para a frutificação ocorrer de modo satisfatório", explica. As cultivares mais plantadas em São Paulo são douradão, joia 1, joia 2, dourado 1, dourado 2, aurora 1, aurora 2, ouromel 3, maravilha, flordaprince e tropical. Nas regiões mais frias do Estado, destacam-se as cultivares marli, coral, premier, delicioso precoce, flordaprince, dourado 1, dourado 2, sulina, biuti e bolão. Para a indústria, é plantada a cultivar biuti. Cati, tel. (0--19) 3743-3831.

linkEx-piscicultor criou ranário mais barato

Gostaria de mais informações sobre a criação de rãs em piscina de lona, desenvolvido por Luiz Carlos Dias, de São José dos Campos (SP). O assunto já foi abordado no Agrícola.

Tadeu de Oliveira

Fartura (SP)

O ex-piscicultor Luiz Carlos Dias Faria, de São José dos Campos (SP), é o responsável pelo Projeto TLX, que reduz o investimento de instalação do ranário e a taxa de mortalidade dos girinos, o que torna viável a produção por pequenos produtores. Segundo Faria, a principal diferença do sistema, em relação ao ranário tradicional, são as instalações. "No lugar de tanques de alvenaria, são usadas piscinas de lona, de mil litros. Com isso, o investimento da instalação da estrutura cai de R$ 70 para R$ 33 o metro quadrado", explica. O espaço necessário também é menor: são 320 metros quadrados para uma produção de 200 quilos de rã por mês. No ranário tradicional, seriam necessários 700 metros quadrados para a mesma produção. "Além disso, a piscina de lona evita que as rãs se machuquem, como acontece no tanque de alvenaria." Também faz parte do sistema uma estufa adaptada de uma chocadeira de aves usada na pós-desova, fase em que a taxa de mortalidade é alta, principalmente por causa da oscilação de temperatura. "Com a estufa, conseguimos baixar para quase zero o nível de mortalidade dos girinos." Para difundir a tecnologia, Faria elaborou um kit de engorda, que custa R$ 1.200 e inclui quatro piscinas, conjunto de telas e acessórios. Ele põe-se à disposição para esclarecer dúvidas sobre o sistema. Tels. (0--12) 3948-2194 e 9177-6855 ou www.tocalobo.com.br.

linkTrevo se propaga no outono e no inverno

Por que cresce tanto trevo na horta da minha casa? O que posso fazer para evitar essa planta?

Etiana B. Monteiro

Atibaia (SP)

O pesquisador científico do Instituto Agronômico (IAC-Apta), Paulo Espíndola Trani, diz que, no outono e inverno, é frequente a propagação do mato de folha larga, daí a predominância dos trevos sobre as plantas de folhas estreitas. Esse vegetal prefere solos férteis ou bem adubados, como é o caso das hortas. O trevo, diz Trani, deve ser retirado manualmente, por meio de pequenas ferramentas (como colher de jardineiro) ou enxadinhas tipo sacho (com duas pontas), para não estragar as outras plantas. "Assim que as temperaturas ultrapassarem os 25 graus, a incidência de trevo diminuirá", informa o pesquisador. IAC, tel. (0--19) 3231-5422.

linkMurta hospeda bactéria do greening

Gostaria de saber qual é a relação, em termos de doenças, de uma cerca viva de murta com plantas cítricas (laranjas e mexericas). Temos uma chácara cercada de murtas e as frutas das laranjeiras e dos pés de mexerica amarelam ainda pequenas e caem.

Pedro Celso Borella

Brodósqui (SP)

O Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) informa que a murta ou a falsa murta (Murraya paniculata), planta ornamental, é hospedeira do vetor da bactéria do greening, considerada a pior doença de citros do mundo. A doença provoca a perda da coloração verde original das folhas e o amarecelimento dos ramos. O sintoma típico do greening, porém, são folhas mosqueadas, com coloração assimétrica nos dois lados da nervura central. Outros sinais da doença são queda de folhas e frutos secos e mal formados. No caso do greening, se for detectado algum sinal da doença, a planta inteira precisa ser eliminada. "Pela breve apresentação dos sintomas feita pelo leitor, não podemos afirmar que o pomar de citros esteja, efetivamente, atacado pelo greening, mas é bem provável que isso possa ocorrer", diz a resposta da entidade. O Fundecitrus sugere ao leitor consultar um dos engenheiros agrônomos do órgão, pelo telefone 0800 770 7 770, ou no escritório de Descalvado (SP), que atende à região de Brodósqui, pelo tel. (0--19) 3583-3251. No site www.fundecitrus.com.br também há mais informações sobre greening e outras doenças dos citros.

linkGoiaba sem semente é pouco produtiva

Gostaria de saber se existe goiaba sem sementes ou se existe pesquisa com tal objetivo.

Eduardo Kinosita

São Paulo (SP)

Segundo o professor aposentado da Unesp de Jaboticabal (SP) Fernando Mendes Pereira, as goiabas sem sementes que existem são pouco produtivas e não têm valor comercial. "O que existe é a variedade século 21, que dá frutos com menos sementes e mais polpa", diz o professor, que desenvolveu a variedade na Unesp e a lançou, em 2002, após 17 anos de pesquisas. "Além de ter menos sementes, as sementes são moles." Em Taquaritinga (SP), o viveirista José Mauro da Silva comercializa mudas da variedade, a R$ 4 cada. "Com maior espessura de polpa, essa goiaba tem cheiro mais suave, qualidade que o mercado europeu prefere." Fernando Pereira, tel. (0--16) 3203-5981; José Mauro da Silva, j.maurosilva@ig.com.br.

 

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