, O Estadao de S.Paulo

27 de outubro de 2009 | 00h00

A que ponto chegamos no processo de diluir responsabilidades! Praticamente tudo o que lemos e ouvimos sobre a situação do Rio de Janeiro se refere à guerra "entre o tráfico e a polícia". E nós, onde estamos nessa história? Imaginemos, por um instante, que o tráfico vença essa guerra. O que acontecerá, então: ligaremos para um 190 do tráfico pedindo uma patrulha? Nossos impostos serão recolhidos por um "avião" embalado de submetralhadora? "Soldados" do tráfico ficarão nas esquinas organizando o trânsito? Não, o que se trava no Rio de Janeiro é uma guerra entre a Nação (da qual o Estado do Rio de Janeiro é um ente federado) e o tráfico. A polícia, ao que se saiba, é apenas um elemento dessa equação: trata-se de servidores públicos incumbidos pelo Estado das tarefas de segurança. A guerra conduzida pelo tráfico não é "contra a polícia", é contra todos os que ainda acreditam que o Brasil e a segurança de seus cidadãos devem prevalecer sobre as facções criminosas. É contra os que se sentirão desamparados se a Nação for transformada num acampamento controlado por gangues e milícias. A guerra é conosco!

Odilon Toledo odilonto@terra.com.br

Belo Horizonte

TRAGÉDIA, SEGUNDO ATO

Bastante emblemática a foto estampada na capa do Estado de domingo. Na praia, alguns poucos manifestantes expressam o seu inconformismo com os trágicos acontecimentos verificados recentemente no Rio de Janeiro. Enquanto isso, ao lado, pessoas, alheias ao protesto, aproveitam o dia para praticar esporte na areia ou tomar banho de sol. Parece que a violência já foi incorporada à rotina e, pela frequência com que ocorre, passou a ser vista com naturalidade.

Cláudia Fernandes claufer2004@uol.com.br

São Paulo

PROFESSOR CARLOS LESSA

Com relação à declaração de que deveríamos deixar livres as drogas e quem quiser usar que use (25/10), faltou dizer que, então, quando necessitar de tratamen-

to, que pague de seu bolso, e não pôr nas costas do povo. É muito cômodo: assume risco consciente e o povo que pague?

Everardo Miquelin everardo.miquelin@ig.com.br

São Paulo

CENSURA

O excelente artigo A censura está de volta, do jornalista Roberto Muylaert, publicado no domingo (25/10), é uma advertência que ninguém pode ignorar. As sombras da ditadura parecem de fato ressurgir das cinzas. E Muylaert tem uma história que o credencia como defensor da liberdade e da democracia.

Rodolfo Konder, diretor da Representação da ABI São Paulo abi.spaulo@gmail.com

São Paulo

CPI DO MST

É de causar indignação ler que intelectuais redigiram um manifesto contra a abertura da CPI do MST. Como podem pessoas de tal nível intelectual apoiar um movimento que, claramente e à vista de todos, promove atos de vandalismo, roubo e depredação de bens particulares? É de conhecimento de todos que o MST não promove o desenvolvimento dos assentamentos agrários, além de cobrar dos assentados propinas (melhor dizendo, suborno) para facilitar empréstimos. Todavia, o que podemos esperar de um país governado por um presidente capaz de usar um boné desse movimento? O governo tem a obrigação de investigar, a "pente fino", o dinheiro repassado às ONGs que apoiam o MST, de modo a não permitir que recursos destinados ao desenvolvimento dos assentados sejam usadas para financiar invasões, cujo único objetivo é causar danos ao patrimônio privado.

Alexandre G. Negri agnegri@gmail.com

Cotia

Notamos que os "intelectuais" que apoiam o MST são sempre os mesmos de outros "apoios". São todos socialistas, desde que com o dinheiro e a propriedade dos outros...

Benedito Dantas Chiaradia bdantas@uol.com.br

São Paulo

PRECONCEITO

A ministra Dilma Rousseff reclama que a estão criticando não por causa dos abusos do safári eleitoral no Rio São Francisco, mas porque ela é mulher. E lugar de mulher, para os críticos, é a cozinha. Ninguém reclama da ministra porque apoiou José Dirceu e o mensalão, defendeu José Sarney, deu à luz o tal do PAC, mas não consegue criá-lo, não sabe falar sem PowerPoint e não decola nas pesquisas, apesar do carisma do patrão. É tudo picuinha, se ela cozinhou, tem de servir. Só um porém: quem está cozinhando o galo da candidatura Dilma em água fria, que eu saiba, é o presidente Lula.

Vanderlei Fonseca fonsecavander@gmail.com

São Paulo

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''Na minha região, quem mexe com roça tá pagando pra ser brasileiro"

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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SUBMISSÃO

Onde está o TSE, que, além de permitir a propaganda escancarada do PT a favor da "mãe do PAC", permite que um filme sobre a vida do Lullalá entre no circuito nacional de cinemas nesta época de pré-eleição? É esta submissão (ou será omissão?) que o presidente quer implantar no TCU?

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

ESCOLA BOLIVARIANA

A escolinha bolivariana vai de vento em popa e Lula é, sem dúvida, o melhor aluno de Hugo Chávez. Acaba de passar a perna em Evo Morales e Rafael Correa, ao propor uma câmara de nível superior para decidir com rapidez se uma obra pode ou não ficar paralisada, em confronto direto com o TCU. Seu guru venezuelano acabou de fazer algo semelhante pela democracia bolivariana. Criou uma comissão, uma espécie de Suprema Corte, em que seus membros são nomeados pelo governo e com autonomia para contratar ou demitir qualquer juiz no país. As leis? Na Venezuela já são um mero detalhe, aqui se caminha para isso.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

PORTO DE SÃO SEBASTIÃO

O turismo é a atividade econômica que mais gera empregos e renda, com menor impacto ambiental. Tanto assim é que muitos países têm procurado desenvolver o turismo em detrimento de outras atividades. Mas não em São Paulo. Apesar de ser esta a vocação natural do Litoral Norte, a Companhia Docas e o governo do Estado insistem na ampliação do Porto de São Sebastião para

o trânsito de contêineres, em sentido contrário das atuais estratégias sustentáveis. Além disso, como outros tantos projetos semelhantes feitos no Brasil, a ampliação do porto não aborda com o devido cuidado as questões de infraestrutura e serviços públicos que serão necessários para a região (moradia, hospitais, saneamento, segurança, trânsito, pesca, etc.). Na verdade, o projeto é inviável. Basta ver o exemplo

da Rodovia dos Tamoios, que há muito está ultrapassada e, mesmo que duplicada, não terá capacidade para suportar o fluxo de milhares de caminhões que diariamente transitarão pela serra, estando fadada a se transformar em outra Rodovia Anchieta. As cidades de São Sebastião e Ilhabela tampouco têm condições de receber mais gente e tráfego de veículos. Elas estão saturadas e não dão conta de enfrentar os atuais problemas de violência, desemprego, degradação ambiental e ocupação desordenada. O que se espera (já que a esperança é a última que morre) é que as autoridades atendam aos apelos da população e continuem a desenvolver a opção dos contêineres nos portos que já têm vocação e estrutura para isso.

Fabio Cury fcury@hotmail.com

São Paulo

A ampliação do Porto de São Sebastião realmente pode ser assustadora. É importante mostrar aos caiçaras que com equilíbrio e dentro de uma lógica sustentável todos vão ganhar. O governo de São Paulo certamente prepara uma parceria com a iniciativa privada em que uma política ambiental deve estar prevista.

É importante o desenvolvimento nesse setor não apenas para nosso Estado, mas para todo o País.

Valdeir Celestino de Oliveira vcelestinodeoliveira@yahoo.com

Cotia

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