Cartas

LEMBRANDO CHAMBERLAIN

, O Estadao de S.Paulo

24 de novembro de 2009 | 00h00

Como Lula não deve saber quem foi Arthur Chamberlain e o que a ingenuidade desse ministro inglês causou por acreditar em pactos

e tratados com governantes desequilibrados como Hitler, por exemplo, isso o faz repetir tal atitude ao receber Ahmadinejad no Brasil. Por sua vez, Dilma, que deve conhecer bem a história de Chamberlain, diz: "O Brasil mostra sua relevância no quadro internacional ao ser consultado sobre o conflito árabe-israelense." E eu, conhecendo as veredas que Dilma trilhou, sei bem que lado ela defende nesse conflito. Já os judeus que imigraram no pós-guerra e aqui formaram uma das mais importantes comunidades judaicas do mundo, ajudando a construir o Brasil moderno de hoje ao conceberem verdadeiras potências empresariais, como bancos, indústrias metalúrgicas, eletroeletrônicas, de plástico, papel e celulose, rádio e televisão, construção civil, etc., além de enriquecerem o nosso campo médico e científico com mentes brilhantes, enfim, essa comunidade é açoitada na face com a visita do iraniano. E o que mais me irrita é ver alguns membros dessa mesma comunidade bajulando publicamente membros do PT e o próprio presidente Lula. Daqui a alguns dias é o Natal dos cristãos e o Chanuká dos judeus e como presente para a colônia judaica Lula trouxe ao Brasil o sr. Ahmadinejad, fidelíssimo embaixador de Hitler na Terra.

Frederico D"Ávila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

A visita de Mahmoud Ahmadinejad é o apagão da diplomacia brasileira perante a comunidade internacional.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

BRASIL-IRÃ

Será que o Brasil precisa mais dos benefícios dessa relação

comercial do que de respeito por escolhas mais sensatas?

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

Tudo já foi dito. Argumentos políticos e fatos históricos foram colocados. A visita do sr. Ahmadinejad não trará sequer resultados comerciais, tão ao gosto dos pragmáticos de plantão. Enfim,

só nos resta marcar posição e protestar veementemente contra o sectarismo religioso, o obscurantismo político e o antissemitismo explícito. O governo brasileiro deveria envergonhar-se de receber tal visita.

Ohad Salzstein ohad@ig.com.br

Capão Bonito

ÁRABES ILUSTRES

Na matéria D. Pedro II "desbravou" Oriente Médio (22/11, A9), o jornalista Gustavo Chacra menciona alguns políticos brasileiros de expressão, descendentes de povos de língua árabe que vieram "fazer a América", como se dizia na época, após a visita feita pelo imperador em 1876, referida no título. Permito-me incluir na lista expressivas autoridades como nada menos que cinco ministros, Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Fernando Haddad (Educação), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), Jorge Félix (Gabinete de Segurança Institucional) e Jorge Hage Sobrinho (ControladoriaGeral da União), o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), e

o comandante militar do Sudeste, general de exército Antonio Gabriel Esper, todos de origem libanesa, e o senador Romeu Tuma (PTB-SP), de ascendência síria.

Carlos Abumrad carlos@editoraclc.com.br

autor do livro

"Gente do Líbano que Faz no Brasil"

São Paulo

CENSURA

O excelente artigo do historiador Boris Fausto (22/11, A2) alerta especialmente os mais jovens para o perigo crescente da censura no Brasil. Um texto lúcido, corajoso, que nos faz lembrar Santo Agostinho: "A memória é a morada da alma."

Rodolfo Konder

jornalista, representante da ABI em São Paulo

São Paulo

Os brasileiros esperam que o STF não abdique de seus deveres e direitos, proferindo uma rápida e definitiva sentença contra a censura ao Estadão.

Luigi Vercesi luver44@terra.com.br

Botucatu

BASTIDORES DO STJ

Parabéns à eminente ministra Eliana Calmon pela coragem de revelar ao público, em entrevista concedida ao Estado, o que realmente se passa nos bastidores do STJ, em sessões destinadas à escolha para as vagas abertas. É lamentável que critérios como merecimento e antiguidade sejam substituídos por conchavos baseados em troca de favores. Que esperar de um tribunal que não tem ética nem para escolher os seus membros?

Dalila de Mello Cardoso Vieira dalilamelloc@uol.com.br

Alfenas (MG)

E A OPINIÃO PÚBLICA ...

Eu imaginava que "lixar-se para a opinião pública" era privilégio dos políticos. Estava enganado, até ministro da Suprema Corte entrou nesse time (Ayres Britto, 21/9, A6), esclarecendo seu voto no julgamento do terrorista Cesare Battisti. Aliás, na minha opinião de leigo, esse julgamento foi perda de tempo. Deixar a decisão para o governo era tudo o que o ministro Tarso Genro e outros membros do Planalto queriam. Infelizmente, o criminoso italiano fica no Brasil.

Francisco Thomaz franck_thomaz@uol.com.br

São Bernardo do Campo

''No próximo apagão vamos reclamar

com o Sting?"

Rogerio Vilela Silva rogervs_sgs@hotmail.com

São Gonçalo do Sapucaí (MG)

IMBRÓGLIO BRAVO

Esse imbróglio STF-Battisti-Lula está muito esquisito. STF não é órgão de consulta, mas de decisão, e para ser cumprida. Se não é assim, nem deveria entrar em cena. Insegurança jurídica é tudo o que o Brasil não precisa num momento em que o necessário crescimento pós-crise financeira mundial se avizinha

Bob Sharp bobsharp@uol.com.br

São Paulo

RAONI DESMENTE MEIRA

A manifestação do cacique Raoni ao se socorrer do amigo Sting, cantor inglês, para impedir a construção da barragem de Belo Monte, no Rio Xingu, desmentiu Márcio Meira, presidente da Funai, em sua entrevista ao Estado. A insatisfação do líder indígena é justificada, por não ter sido consultado sobre a construção da hidrelétrica. Raoni também lembrou que, por ocasião da sua condecoração com a Ordem do Mérito Cultural, o presidente petista lhe havia prometido que não assinaria a autorização para a construção de Belo Monte. Nada mais natural, apenas resume o jeito petista de governar - manipulando as pessoas, escamoteando a verdade e omitindo suas reais intenções!

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Guarujá

A CIDADE TEM PRESSA

O editorial A desordem urbana continuará (20/11, A3) encerra dizendo que a cidade tem pressa. É importante lembrar que durante as 40 audiências que fizemos em todo o território da capital, em algumas delas entidades que se dizem defensoras da cidade trabalharam o tempo todo contra as audiências públicas, conseguindo até uma liminar que foi derrubada pela Justiça. Sofremos muita pressão e fomos acusados de estar a serviço do setor imobiliário. Agora que o relator Police Neto apresentou um relatório positivo, as ONGs não tiveram a coragem de reconhecer que o que foi feito é bom para a nossa cidade. Eu disse que não temos pressa para que não me acusassem novamente de impedir a participação popular, porém, se dependesse da minha vontade e da do relator, votaríamos o Plano Diretor ainda este ano, pois temos consciência de que a cidade precisa de um novo Plano Diretor e de uma política

de desenvolvimento urbano.

Carlos Apolinario joaquim.gil@ig.com.br

vereador,

presidente da Comissão de Política

Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente da Câmara Municipal

São Paulo

CORREÇÃO

Na carta do leitor sr. Ruy M. Forni sobre IPTU publicada ontem,

o correto é: "Comprei meu apartamento há muitos anos, em local hoje altamente desvalorizado" (Av. 9 de Julho, junto ao túnel), e não valorizado, como publicado.

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