Cartas

LULA, UM BOLIVARIANO?

, O Estadao de S.Paulo

26 de novembro de 2009 | 00h00

A crise em Honduras está revelando aos poucos por quem os sinos de Lula dobram. Manifestando-se por intermédio de seu assessor Marco Aurélio Garcia, que qualificou a proposta americana para Honduras como equivocada, o presidente distancia-se do bom senso e da democracia como solução para aquele país, ameaçando não reconhecer a validade das eleições do dia 29. Afinal, Hugo Chávez quer seu discípulo Manuel Zelaya a qualquer custo no poder para implantar seu comunismo em Honduras. Seria essa uma posição não equivocada para Lula e Garcia? Seria de bom senso Lula se deixar usar pelo déspota venezuelano para que atinja seus objetivos antidemocráticos

e litigiosos, sem nunca admoestá-lo, mesmo que isso deixe o Brasil em situação vergonhosa perante a comunidade internacional, como foi com a nossa embaixada em Honduras? Minha pergunta é: até quando nosso presidente, eleito democraticamente, será porta-voz das forças do atraso?

Lucca Brasi luccabrasi@uol.com.br

São Paulo

No impasse de Honduras, Obama usa Hillary e Lula, o "hilário".

Claudio Afif Domingos claudioafif@uol.com.br

São Paulo

Acho que Obama percebeu que chamou o cara errado de "o cara".

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

CRIANDO CASO

As recentes notícias de Honduras indicam que o pessoal do Foro de São Paulo não sabe perder e parece disposto a tumultuar o processo eleitoral naquele país, a alternativa mais lógica para a retomada da normalidade. É fato que desde o início, sob os mais variados pretextos, a diplomacia brasileira só causou tumulto. É mais do que querer fazer justiça em terra alheia, é mais do que querer liderar sem ser líder e é mais do que fazer birra gratuita contra os EUA: a cada dia fica mais difícil para essa gente esconder sua verdadeira agenda e seus objetivos. E os brasileiros com algum senso de ridículo passando sucessivos vexames de dimensões internacionais. Coisa nunca antes vista na história deste país.

Antonio C. Da Matta Ribeiro antoniodamatta@ig.com.br

Guarulhos

POLÍTICA EXTERNA

A política externa do Brasil não está na mão do presidente Lula nem do chanceler Celso Amorim. Ela é dirigida pela eminência parda sr. Marco Aurélio Garcia. Ele é antiamericano, pró-Hugo Chávez, pró-Rafael Correa, pró-Irã, pró-Mujica (candidato no Uruguai), etc. Enquanto esse senhor estiver no lugar que ocupa, nossa política externa está fadada a representar não os anseios do povo brasileiro, mas unicamente a posição política do sr. Marco Aurélio!

João U. Steinberg justeinberg@terra.com.br

São Paulo

DESEJO DAS OPOSIÇÕES

Já que quer porque quer que Serra assuma a pré-candidatura o quanto antes, por que, em vez de fazer terrorismo, a cúpula das oposições não decide logo que ele será, daqui para a frente, o único pré-candidato? Seria bom para todo mundo, diminuiria a ansiedade. Aécio teria até dezembro, como pretende, para decidir se vai se dedicar prioritariamente a Minas e até a convenção para resolver se concorre a vice. E Serra poderia continuar a governar sossegado, sem se envolver numa campanha abertamente ilegal.

Vanderlei Fonseca fonsecavander@gmail.com

São Paulo

INDEFINIÇÃO PROPOSITAL

Pelo andar da carruagem no que tange às pesquisas eleitorais para a Presidência da República, não será de estranhar a desistência do governador José Serra da corrida a tal cargo. Quem viver verá.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

QUEDA

Cai o Rodoanel. Cai o shopping SP Market. Cai o sino na Praça da Sé. Cai o Serra nas pesquisas. Sai de baixo, São Paulo!

Francisco Lisboa Assis lisboa.francisco93@gmail.com

Porto Alegre

ABUSO NO IPTU

Revoltante a intenção do prefeito Gilberto Kassab de elevar o IPTU em 40% e 60%, quando já suportamos uma carga tributária que beira os 40% do PIB e os índices indicam uma inflação que nunca foi tão baixa. Nas eleições vindouras jamais votarei em Kassab nem em ninguém de seu partido, o DEM, e sugiro que igual atitude seja adotada por todos os eleitores do Município que não estejam satisfeitos com essa voragem tributária que nos assola.

José Emídio de Melo Barbosa awaldeck@gmail.com

São Paulo

''O exorbitante aumento do IPTU faz de Kassab o melhor cabo eleitoral do PT"

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

O ZÉ

O velho José Dirceu volta ao poder partidário e, ao que parece, igual ao Zé de sempre, exceto por aqueles novos cabelos.

Fausto Ferraz Filho faustofefi@ig.com.br

São Paulo

FELICIDADE INTERNA BRUTA

Onde estava o senador Suplicy, que não soube aproveitar a presença de Lyongpo Jigme Thinley, primeiro-ministro do Butão, em Foz do Iguaçu, para lhe entregar um projeto de Renda Máxima?

Sergio S. De Oliveira marisanatali@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

OS ROYALTIES DO PRÉ-SAL

É injusta a colocação do governador Sérgio Cabral ao dizer que o Rio de Janeiro está sendo roubado no caso do pré-sal. Afinal, a Petrobrás foi formada e operou durante muitos anos à custa do povo brasileiro, e não apenas da população do Rio. Portanto, ainda que não se produzisse um único barril de petróleo nos Estados nordestinos, estes fazem jus a uma parte dos royalties (quanto dos royalties?). É preciso discutir o assunto sem emoções, sem bairrismos e sem partidarismos. Convém notar, também, que uma maior descentralização dos royalties poderia trabalhar a favor do Rio, na medida em que seria possível criar e apoiar investimentos nos Estados nordestinos, por exemplo, e em outros cuja mão de obra, por falta de oportunidades, acaba se transferindo para a Região Sudeste, com os problemas que todos conhecemos. O problema estaria, então, não no quanto distribuir, mas no como aplicar. Com a palavra os órgãos de planejamento estratégico.

Silvestre Paiano Sobrinho spaiano@uol.com.br

Belo Horizonte

No momento em que o governador Sérgio Cabral fala em quebra do pacto federativo por parte da bancada de deputados do Nordeste para tentar mudar regras já estabelecidas na repartição dos royalties do pré-sal é que se deveria lembrar que o único Estado sub-representado na Câmara é São Paulo, limitado ao máximo de 70 deputados, quando pela proporcionalidade de seus eleitores deveria ter nada menos que 115 representantes! Ou seja, quando há questões como a atual discussão do pré-sal, São Paulo fica com 45 deputados a menos, 9% da atual Câmara, para defender os interesses do nosso Estado.

Carlos de Oliveiras Ávila c.avila@modusoperantis.com.br

São Paulo

JULIO DE MESQUITA FILHO

Cumprimento o Caderno2 pela página inteira dedicada ao jornalista Julio de Mesquita Filho. Gostaria de lembrar a José Maria Mayrink e ao autor da tese de mestrado, o diplomata Roberto Aldo Salone, que em 26 de junho de 2006 publiquei no Estado um artigo no qual reconheço o papel histórico de Julio de Mesquita Filho no jornalismo paulista. O artigo intitula-se A saga da família Mesquita e foi escrito como resenha do livro Cartas do Exílio - a resenha foi pedida pelo organizador do livro, Ruy Mesquita Filho. No referido artigo reconheço que a diferença do jornal O Estado de S. Paulo é que ele não representa só uma empresa comercial, como outros órgãos de imprensa, mas foi uma instituição a serviço do Brasil.

Gilberto de Mello Kujawski gmkuj@terra.com.br

São Paulo

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