Cartas

IPTU

, O Estadao de S.Paulo

27 de novembro de 2009 | 00h00

Mais uma vez o governo municipal quer tirar dinheiro do povo, com o IPTU. Alegar que houve valorização de imóvel sem considerar que para haver aumento do imposto a pagar o proprietário também deveria ter tido aumento compatível é deixar o coitado cada vez mais pobre. Se o valor dos imóveis aumenta e os salários do povo, não, é quase uma expropriação. Entra governo, sai governo e o povo continua sendo explorado.

Everardo Miquelin everardo.miquelin@ig.com.br

São Paulo

O Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) não é e não deve ser usado como Imposto sobre a Renda (IR), pelos absurdos e distorções que essa política, inaugurada na cidade de São Paulo por Marta Suplicy, do PT, gerou com a introdução do sistema progressivo. Agora, inaugura-se, também aqui, em São Paulo, uma nova versão de IR, pela introdução do conceito de valorização imobiliária, em que se reavaliam todas as propriedades de uma área com base em transações futuras prováveis e isoladas (na margem, como dizem os economistas). Em outras palavras, o morador vai descobrir que o seu imóvel vale mais e, independentemente da possibilidade ou do desejo de vendê-lo, vai ter de pagar bem mais IPTU. Se for aposentado e idoso, o que é frequente nessas áreas, poderá até ser "expulso" de sua casa. Não é de estranhar, portanto, que a população tenha apelidado a prefeita de então de Martaxa e, agora, acrescentado ao apelido Nunkassab do prefeito do DEM o de Taxab. E os economistas com Ph.D. concordam com isso sem comentários? Ou só gostam de falar de macroeconomia, que dá status na mídia, deixando a microeconomia à criatividade de nossos vereadores e prefeitos?

Eduardo José Daros daros@transporte.org.br

São Paulo

TRAÍRAS

A votação na Câmara Municipal, além de mostrar a má intenção e a deslealdade do prefeito Kassab para com a população do Município de São Paulo, que aumenta um tributo em até absurdos 60%, um verdadeiro roubo à população, vem mostrar os 36 vereadores traíras que lá foram colocados com nosso voto para nos defenderem e, no entanto, votaram a favor do aumento abusivo, sem pensar nas dificuldades que o

povo terá para pagar tais valores. Não vamos esquecer isso para bani-los de qualquer cargo político nas próximas eleições, pois não merecem nossa confiança - não esquecendo de incluir Kassab nessa lista vergonhosa.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

CALOTE NO CONTRIBUINTE

De nada adiantaram os apelos dos funcionários que têm precatórios a receber: a Câmara dos Deputados foi implacável contra aqueles que deveria proteger, os eleitores. A PEC do Calote passou com 328 votos, favorecendo governos e prefeituras. Mas está tudo dominado, quando o Executivo quer não há "picareta" que resista aos pedidos. Quanto mais os governantes são irresponsáveis na hora de pagar suas dívidas, mais os políticos os apoiam, porque também têm interesse nos projetos que votam. O mesmo aconteceu em São Paulo: 36 vereadores aprovaram o aumento do IPTU. Uma cidade com um trânsito caótico, ruas esburacadas, violência e assaltos em cada esquina... e o prêmio para os moradores de São Paulo é a conta salgada do imposto do sr. Taxab. Acordem, eleitores, os parlamentares estão se lixando para vocês.

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

PARA QUE ESCONDER?

Não vejo sentido em tentar desvincular a imagem de FHC de José Serra. FHC foi o melhor presidente que tivemos e jamais podemos deixar cair no esquecimento as coisas ótimas que ele fez. Se o PT quer discutir o que significaram para o País, e não para apaniguados, as privatizações, vamos discutir. O que não podemos é ficar em cima do muro, com medo de dizer que mudaremos, sim, o Bolsa-Família, mas estudamos implantar programas sociais de alcance maior que os do governo atual. Temos de parar de falar por sofismas e dizer o que o povão entende. Chega, como dizia FHC, de nhenhenhém. Vamos ter coragem de dizer nessa linguagem o que há de podre no governo Lula. E, com ênfase, nosso propósito de votar no candidato do PSDB.

Carlos Montagnoli carlosmontagnoli@uol.com.br

Jundiaí

FHC x LULA

Fui eleitor, por duas vezes, do presidente Fernando Henrique Cardoso e nessa condição gostaria de dizer ao ex-presidente que Lula tem algo a ensinar no que diz respeito a arregaçar as mangas e trabalhar para tentar fazer o seu sucessor - apesar de seus métodos um tanto controvertidos, para dizer o mínimo. Quando José Serra concorreu em 2002, o ex-presidente preferiu assumir uma posição de "magistrado" (como ele mesmo afirmava), agindo mais como um estadista de algum país nórdico. Ficou parecendo que FHC queria mesmo era estampar no currículo de sociólogo o fato sociopolítico de ter passado a faixa presidencial ao metalúrgico, migrante, que tinha enfrentado a pobreza, a fome, etc. Se FHC, na campanha de 2002, tivesse sido um pouquinho mais Lula...

Joel Samways Neto joelsamways@uol.com.br

Curitiba

PRESENTE ELEITORAL?

Esta é nova: o governo Lula quer "privatizar" a reforma agrária em São Paulo. Isso tem jeito de presente ao MST na chegada das eleições de 2010. Do contrário, é pagamento de dívida. Resta saber de qual.

Valdeir Celestino de Oliveira vcelestinodeoliveira@yahoo.com

Cotia

A notícia de que as invasões do MST cresceram 80% no Estado de São Paulo é motivo suficiente para acordar o governador Serra. Urgentemente, é preciso que se tome uma atitude contra os abusos cometidos por esse movimento, garantindo a ordem e o direito de propriedade, essenciais à paz e à produção no campo. A matéria mostra que já temos assentamentos em abundância e que só servem para atribuir a uma minoria de assentados privilégios e recursos públicos em troca de votos. Vamos acabar com essa injustiça!

Francisco de Godoy Bueno francisco@godoybueno.adv.br

São Paulo

BOMBA DOS MUY AMIGOS

A Suprema Corte de Honduras e um canal de TV local foram atingidos por bombas. Esse evento tem cheiro e comando dos patronos de Manuel Zelaya. Por estarem inconformados com a não-restituição do presidente golpista e com a realização, no domingo, das eleições no país, os amigos do petismo, chavismo, etc., estão indo às últimas consequências para tumultuar aquela pequena nação. Essa é a marca da diplomacia dessa gente que gosta de festejar ao lado de repugnantes figuras políticas como Chávez, Ahmadinejad, etc. E Lula avalizando esse extremismo por baixo do tapete...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

"DIPLOMACIA" BRASILEIRA

Li no Estadão que o chanceler Celso Amorim está tentando amenizar a forma arrogante e ressentida como o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, se referiu ao presidente Barack Obama (Amorim nega tensão entre Brasília e Washington, 26/11, A14). Ele disse que o presidente Lula responderia à carta do americano "de forma educada, adequada, mostrando seu ponto de vista" e que só soube das críticas do assessor pelos jornais. Então, podemos concluir duas coisas: 1) Que o assessor "diplomático" de Lula não foi educado nem adequado; 2) que o ministro das Relações Exteriores sabe dos assuntos sensíveis de nossa política externa pela manchete do jornal.

Cristiana Schermann cris.schermann@live.com

São Paulo

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