Cartas

ENCHENTES EM SÃO PAULO

, O Estadao de S.Paulo

09 Dezembro 2009 | 00h00

O prefeito Taxab atribuiu a situação da cidade ao "volume (de chuva) muito acima do normal". Então, podemos concluir que a culpa é só de São Pedro. Assim, acho que São Pedro merece ser punido. Que tal aumentar o IPTU da nuvem onde ele mora? Já o sr. Taxab não dever ter sentido nenhum efeito da chuva, uma vez que só se locomove de helicóptero. Quem mandou votar nele, né? (Eu não votei!)

Adriana Aulisio aulisiodri@gmail.com

São Paulo

Reféns de São Pedro ou da incompetência? Mais uma vez constatamos que São Paulo segue refém de simples chuvas graças à incompetência do governo e sua total falta de investimento em infraestrutura e planejamento urbano. E, pelos resultados catastróficos, nada vem sendo feito a respeito - sem contar, claro, o aumento abusivo do IPTU. O paulistano cada vez mais é sacrificado com aumento de impostos ou novos, pagando uma conta infinita que nunca se reflete na qualidade de vida, que está cada vez pior.

Renato Rea Goldschmidt reagold@gmail.com

São Paulo

A musa do verão em nossa São Paulo, os pontos de alagamento, mais uma vez prova a inoperân-

cia dos governantes. Eles nada fazem para resolver isso, só põem a culpa em governos anteriores e no coitado do São Pedro! Seu Kassab, que já sabia desses problemas e aceitou ser prefeito, como homem solteiro, case com a Prefeitura e não venha com desculpinhas esfarrapadas, faça esta cidade funcionar. Seu governo está uma porcaria, com a cidade travada, esburacada, escura, insegura. Sua única missão é arrumar tudo isso, dinheiro sabemos que não lhe falta. Cumpra a sua obrigação.

Mauricio Villela mauricio@dialdata.com.br

São Paulo

Nosso prefeito cada vez mais mostra para que serve na Prefeitura: para nada! Fizeram um mexe-mexe, comum aos políticos do DEM, e destinaram 40% a mais de verba para "publicidade" da Prefeitura, o maior valor da história de São Paulo, esquecendo as áreas críticas da cidade. Decerto para Kassab se autopromover a futuros cargos políticos. Enquanto isso, a cidade fica literalmente debaixo d"água, um verdadeiro caos.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

______________________

LEMBRETE

Prezados srs. Serra e Kassab, na promessa política de, no futuro, nos oferecerem o paraíso, os senhores têm nos atirado num verdadeiro inferno. Lembrem-se, no inferno não existem urnas. Só o caos, aquele que o sr. Kassab jura que São Paulo não enfrentou.

Caio Mario Britto caiomario.britto@terra.com.br

São Paulo

______________________

DRAMA PAULISTANO

Quem mora em São Paulo enfrenta duas alternativas: morrer em enchentes e deslizamentos ou tentar pagar seu alto custo de vida (um dos mais caros do mundo) e os impostos do sr. Taxab. O jeito é trabalhar e rezar mais para não se afogar no desespero. Que São Judas nos ajude!

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

______________________

MAIS UMA VEZ O IPTU

Nessa questão do aumento do IPTU, não vi ninguém ainda observar que dois impostos foram, na verdade, aumentados: o IPTU e o ITBI, o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis. Porque o valor venal do IPTU serve de base de cálculo do ITBI quando o valor da transação for inferior, sem falar que a Prefeitura criou "um valor venal de referência" superior ao do IPTU para fins de cálculo do ITBI - que, porém, o Judiciário, com bom critério e na defesa dos contribuintes, vem sistematicamente repelindo, dando ganho de causa aos compradores que recorrem à Justiça para afastar a exigência ilegal da Prefeitura. Esta particularidade de as autoridades municipais omitirem o fato de que estão também aumentando o ITBI põe às claras como agiram de maneira solerte e traiçoeira para com os munícipes em todo o episódio, desde a celeridade com que o aumento foi anunciado e aprovado sem maiores discussões com a sociedade até a mentira de que não se trata de aumento, mas de correção da planta genérica de valores, como ouvi o prefeito Kassab cinicamente dizer na Jovem Pan. Muito oportuna, pois, a sugestão do leitor sr. Carlos Janeba no Fórum de 5/12: vamos todos fazer um boicote e pagar o IPTU no úl-

timo dia do ano, como ele nos informa que a população fez em Santos, forçando a Prefeitura paulistana a voltar atrás na sua pretensão de escorchar o contribuinte.

Paulo Afonso de Sampaio Amaral drpaulo@uol.com.br

São Paulo

______________________

CALOTE DOS PRECATÓRIOS

É inacreditável a caradura dos nossos políticos. Perderam totalmente a capacidade de se envergonhar diante de atos os mais infames. Suas maléficas intenções são escancaradas: tudo para os governantes e a população "que se lixe". O nobre senador Renan Calheiros impõe o recebimento dos precatórios, se recebidos, em 15 anos, sujeitos a leilão de descontos. Quanto mais necessitado o credor, maior seu prejuízo. O digníssimo senador Romero Jucá aprovou em junho medida provisória que reduz o índice de correção dos precatórios: o da Cader-

neta de Poupança substituirá os juros de 1% ao mês, mais correção monetária, que são concedidos por sentença. Enorme prejuízo para o credor. Afronta à decisão judicial. Mais verbas para campanhas eleitorais e "cuecões".

Gastão Morato astaomorato@uol.com.br

São Paulo

O editorial A vergonhosa PEC do Calote (7/12, A3) coloca com clareza e precisão a gatunagem de nossos maus governantes, extraída da promiscuidade abjeta de interesses escusos e particulares da classe política mercenária, preocupada só com seus privilégios. Precatório só existe neste país tupiniquim porque a cultura política, sempre acostumada a conchavos desde os primórdios, fazia negociatas para pagar as dívidas públicas, daí a criação de uma fila de ordem cronológica para os credores. Portanto, se a cultura fosse honesta, não haveria dívida e, por conseguinte, nenhum precatório. Mas como a desonestidade sempre foi a tônica, temos o instituto do precatório, que nada mais é senão um cheque sem fundos, um título podre ou um documento que o portador, depois de anos a fio de luta na Justiça, mostra para todo mundo que tem um diploma de otário expedido pelo Judiciário. A paciência tem limites. Os constituintes de 1988, eleitos para defender o povo, já de chapa introduziram a primeira moratória para pagamento dos precatórios em oito anos (artigo 33, ADCT, 1989 a 1996), sem juros de qualquer espécie, apenas atualização dos valores. É vasta a difusão dos propósitos bem-intencionados que fez surgir esse primeiro calote - o montante da dívida pública impagável e a necessidade de moratória. A inadimplência continuou e veio a segunda moratória, para pagamento em dez anos (artigo 78/ADCT, 2001 a 2010), quando havia ainda débitos pendentes da primeira. Agora vem uma terceira vergonhosa PEC do Calote para pagamento, numa das opções, em 15 anos - e as demais vão para a eternidade, considerando o montante da dívida e o porcentual anual previsto para o pagamento, além do leilão do crédito com o maior deságio. Enfim, é mesmo o maior calote. É importante lembrar que existem ainda pendentes de pagamento saldos da primeira e da segunda moratórias, que vão para o balaio da terceira. É possível acreditar que este país é sé-

rio, com os políticos que temos? E ainda somos obrigados a votar e ouvir promessas de campanha!

Pedro Stábile Neto pstabile@uol.com.br

Santo André

______________________

PEC do Calote: os políticos do Brasil merecem um

impeachment coletivo!"

Luigi Vercesi luver44@terra.com.br

Botucatu

______________________

SURREAL

É inacreditável, mas existe em Brasília um grupo pró-Arruda.

Puro surrealismo candango.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

AvanhandavaP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.