Cartas

MENSALÃO CONFIRMADO

, O Estadao de S.Paulo

10 Dezembro 2009 | 00h00

A candidata de Lula à Presidência, dona Dilma, diz que o mensalão do PT é diferente do mensalão do DEM. Então, podemos constatar que o mensalão de fato existiu, pois é a ministra da Casa Civil quem confirma. E concordamos: o mensalão do PT não teve nem terá similar, se compararmos a magnitude. Realmente, o estilo cara de pau tomou conta do País.

Leila E. Leitão

Itanhaém

PESQUISA

Só novo filme do mesmo cineasta pode fazer decolar a candidata

do Planalto: Dilma, a Filha do Lula.

Paulo de Souza Cavalcanti rpgortopedica@hotmail.com

Ribeirão Preto

MOROSIDADE DA JUSTIÇA

Permitam-me registrar, para ilustrar o importante artigo do ex-ministro Almir Pazzianotto Pinto (Conselho Nacional de Justiça, 9/12, A2), que minha mulher e eu temos uma ação trabalhista contra a Fazenda Pública Estadual (processo 2.371/73) tramitando na 2.ª Vara do Trabalho (SP) há simplesmente 36 anos! Difícil não fazer coro com o ilustre articulista: "De nada bastam a Constituição e a lei quando o magistrado aderiu aos princípios da morosidade e entrega ao tempo a incumbência de encontrar solução para a pendência."

Euclides Rossignoli euros@ig.com.br

Itatinga

FILHOS BASTARDOS

O Estadão ganhou o Prêmio Esso por revelar atos secretos do Senado (isto é, atos inconfessáveis) e por isso permanece censurado há 132 dias. Neste país se premia pela excelência da informação e se pune por afrontar os poderosos. Um caso corriqueiro e comum de corrupção, desnudado pelo Estado, chega até o STF, quando deveria ficar restrito à ação da polícia contra os que se beneficiam do "pudê" - filhos bastardos da Pátria mãe.

Alberto B. Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo

GRANDES CONQUISTAS

Parabéns ao nosso querido Estadão pelas importantes conquistas destas últimas semanas de 2009: o primeiro lugar do ano no ranking dos jornais mais admirados do País, de acordo com pesquisa da consultoria Troiano, o Prêmio Esso de Reportagem e a defesa da liberdade de imprensa, pela luta contra a censura a que foi submetido. Nós, da Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano (Aelo), também estamos felizes com essas conquistas de um grande jornal, tão respeitado, fundamental para a sociedade brasileira.

Flavio Amary lcr25@terra.com.br

presidente

São Paulo

A BALABRÁS

No Estado de 8/12 (B1) ficamos sabendo que o governo vai gastar US$ 14 bilhões para implantar o trem-bala para a Copa do Mundo de 2014, a qual também vai sugar outros bilhões das verdinhas, boa parte saindo "por fora", como de rotina, trafegando em meias

e cuecas. E que será criada nova estatal para gerir o empreendimento, obviamente, bem aparelhada e com sede na Ilha da Fantasia, bem longe do espinhoso projeto. A Balabrás, que ao que parece seria o nome mais adequado desse operoso órgão governamental, distribuirá até passagens de primeira classe a congressistas, familiares e acólitos. Mais uma vez o Brasil ensina ao mundo a arte de queimar etapas. Enquanto os países que têm o trem de alta velocidade o implantaram como evolução natural das ótimas redes ferroviárias que já operavam, aqui vamos pular esse detalhe e partir para a modernidade. E comprar deles. Enquanto isso, nosso transporte de carga segue via rodoviária e não temos trens de passageiros decentes, em velocidades normais, que podem ser fornecidos por nossa indústria - até o Aerolula é importado, enquanto a Embraer exporta... Realmente, o subdesenvolvimento manifesta-se em todas as oportunidades.

E vamos turbinando a candidata...

Nelson Carvalho nscarv@gmail.com

São Paulo

Que serventia terá o caríssimo trem-bala para paulistas e paulistanos? Já existem outras formas de chegar ao Rio de Janeiro. O BNDES deveria destinar a verba à ampliação das linhas do metrô. A população agradece.

Tarcísio Holanda tarcisioealcina@terra.com.br

São Paulo

PRIORIDADES

É um acinte o governo federal insistir no trem-bala, após tantos especialistas provarem ser tal investimento eternamente deficitário. Mesmo a R$ 160 o tíquete médio, seria preciso um volume de passageiros quatro vezes maior do que todos os que hoje se locomovem, por todos os meios, entre Rio e São Paulo para "pagar" o projeto em um século. Fatalmente o custo inicial previsto chegará a R$ 50 bilhões - o BNDES vai colocar 60% e o governo também vai investir para ser sócio do negócio. A imprensa precisa abrir esse debate, pois não é cabível gastar esse montante só para transportar passageiros, enquanto o setor de carga sofre com uma infraestrutura saturada, velha e mal administrada. O Brasil não tem outras prioridades para tanto dinheiro?

Jorge Henrique Singh singh@hydra.com.br

São Paulo

Entre um escândalo e outro, corrupção e malversação do dinheiro público, o governo acelera a publicação do edital do famigerado trem-bala, obra caríssima, da qual temos certeza que serão desviados milhões em propinas e superfaturamento da obra. Em vez de investir em aumento, qualidade e eficiência da malha ferroviária nacional como infraestrutura para o desenvolvimento, redução de acidentes nas rodovias e apoio à exportação, como estão fazendo os chineses, indianos e russos, o Brasil, como sempre, vai na contramão, gastando bilhões numa obra glamourosa, mas totalmente desnecessária. É possível que daqui a alguns anos achem as tais locomotivas-bala abandonadas em algum galpão por aí, como aquelas locomotivas novas, ainda desmontadas, que estavam apodrecendo em galpões em Araraquara. O Brasil só cresce à noite, enquanto os políticos dormem!

Ivan de Oliveira Branco ivanobranco@uol.com.br

São Paulo

''Para Kassab, dia de caos teve o seu lado positivo: aumentou o próprio salário em quase 200%!"

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

ENCHENTES

Conforme noticiado pelo Estadão, a chuva que paralisou São Paulo matou pelo menos seis pessoas. E o prefeito Kassab (DEM) declarou que o dia de caos teve seu "lado positivo" e que, para ele, "as obras contra enchentes estão dando resultado". Para ele pode ser, porque para a família das vítimas as obras não estão dando resultado nem houve lado "positivo".

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

Lembro-me de um período em que fiz um curso na Universidade do Texas, em Austin, no inverno. Em alguns poucos dias, as ruas e estradas ficavam congeladas, impedindo o tráfego seguro de automóveis. Nesses dias a população era avisada para ficar em casa. Nas ruas, apenas os carros de serviços e de emergência. As aulas eram suspensas, o comércio não abria e os bancos, idem. As emissoras de rádio e TV e os sites informavam. Até que o piso descongelasse e a normalidade se restabelecesse, às vezes no mesmo dia. Parece claro que vamos continuar tendo enchentes em São Paulo. Não adianta ficar analisando as culpas das administrações desde Prestes Maia. Nem tentar chegar ao trabalho ou mesmo à cidade. Nesses dias a Defesa Civil deveria simplesmente declarar estado de emergência, fazer retornar todos os carros, ônibus e caminhões, parar o transporte público. E liberar tráfego de emergência, ambulâncias, polícias, etc. Se não há solução (e não há), vamos encarar as enchentes como fenômenos naturais incontroláveis e pelo menos evitar mortes e acidentes.

Emmanuel Publio Dias epubliodiass@espm.br

São Paulo

O ROTO E O ESFARRAPADO

Já foi divulgada a causa da falha na bomba que deixou de funcionar e causou a enchente no Tietê. Foi um raio. E assunto encerrado.

Luiz Henrique Penchiari luiz.penchiari@bericap.com

Vinhedo

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