Cartas

CENSURA, 136 DIAS

, O Estadao de S.Paulo

14 Dezembro 2009 | 00h00

Segundo Auguste Comte, o significado do dístico na nossa Bandeira Nacional é: o amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim. Digo isso porque não é somente um jornal, com princípios, base e fins, que está sendo proibido descaradamente de publicar matérias que envolvem um simples homem com poder. Mas é a população, toda

a Nação representada por es-

sa majestosa Bandeira, que, por falta de princípio, ordem e progresso do STF, está sendo desrespeitada. Afinal, o que é um simples homem com poder perto de nossa Bandeira hasteada junto ao STF? É lucro?

Tatiana Battistini battistini.t@gmail.com

São Paulo

Tanta gente renomada no campo da Justiça vem a público dizer que é absurda a censura ao Estadão, inclusive o próprio ministro da área, e o Supremo "amarela"? A família Sarney é mesmo poderosa! Estudantada, cadê vocês, não se vão manifestar?

Cléa Maria Granadeiro cleacorrea@uol.com.br

São Paulo

"Antes do compromisso com a lei, o magistrado tem um compromisso com a justiça e com o alcance da função social do processo para que este não se torne instrumento de restrita observância da forma distanciando-se da necessária busca da verdade real" - decisão da ministra Nancy Andrighi, do STJ, no Recurso Especial 330.

550/RJ. Corretíssimo o ministro Carlos Ayres Britto, que anteriormente classifiquei como camaleônico (Acórdão x acordão, 22/11); inegável, entretanto, a sua profundidade jurídica, bem distante do recente nomeado pelo mais lídimo e representativo dos "caras de anjo" deste país. Não há como chancelar a censura, pois essa mancha na nossa História foi superada a duras penas. A decisão é seguramente um retrocesso vergonhoso. É chegada a hora de ser aplicada pra valer a famosa Constituição do historiador cearense Capistrano de Abreu, de só dois artigos: "Art. 1.º - Todo brasileiro tem obrigação de ter vergonha na cara. Art. 2.º - Revogam-se as disposições em contrário."

Sérgio Brasil Gadelha sbgadvocacia@gmail.com

São Paulo

E a ditadura togada ratifica decisão que dá ao Poder Judiciário o direito de decidir o que podemos ler num jornal sério.

Pedro Mori advpedromori@ig.com.br

São Paulo

É, para certas coisas na vida não encontramos explicações...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Osasco

CRIME HEDIONDO

Tramita no Congresso projeto de lei que torna crime hediondo a corrupção no alto escalão da administração pública, a partir de 2010. Segundo se noticia, integrantes do Executivo já conversaram com o presidente do STF, representantes do Ministério Público (MP) e líderes partidários para facilitar a tramitação. O texto aumenta as penas previstas no Código Penal para crimes como corrupção ativa e passiva, peculato e concussão. Se aprovada e sancionada a lei, resta saber a sua efetividade na prática. Em que pese a ação firme e eficiente da Polícia Federal investigando e prendendo corruptos e grandes dilapidadores dos cofres públicos e do MP denunciando-os à Justiça, não me ocorre ter lido notícias de envolvidos sendo condenados e presos. As garras da lei parecem não os alcançar. Há 2.500 anos, dizia Sólon: "As leis são como teias de aranha, quando algo leve cai nelas, fica retido, ao passo que, se for algo maior, consegue rompê-las e escapar." Quem viver verá.

Mario Pallazini mpallazini@hotmail.com

São Paulo

ME ENGANA QUE EU GOSTO

O projeto de lei que transforma a corrupção em crime hediondo é mais uma jogada do governo para tentar enganar o povo. De nada adianta uma lei severa se o nosso sistema penal permite uma infinidade de recursos e protelações e concede foro especial aos ocupantes de altos cargos nos três Poderes. Junte-se a isso a dificuldade de se obterem provas aceitas pela Justiça e fica fácil concluir que tu-

do vai continuar terminando em pizza. Lamentavelmente, seguimos sendo o país da impunidade.

Roberto A. Kirschner kir.robertoa@gmail.com

São Paulo

Quando leio no jornal que um ladrão, bandido, político safado ou um delinquente qualquer foi condenado a 10, 15, 30 anos de prisão, mas tem direito a recorrer, já sei o que vai acontecer. Nada!

Hoover Americo Sampaio hoover@mkteam.com.br

São Paulo

FÁBULA DE ESOPO

Lula critica a corrupção como se o mensalão do PT nunca tivera existido; apresenta o PAC como a solução para o País, com apenas 13% concretizado; fala do pré-sal, que está a 7 mil metros de profundidade, como se ele o tivesse posto lá. Isso depois de sete anos de governo! Não construiu nenhuma grande hidrelétrica, rodovia, ferrovia, porto ou refinaria. Só propaganda e demagogia. Terá a glória de passar à nossa História como grande tergiversador, que se deixou encantar consigo mesmo! Na realidade, as promessas de ética do PT não deram resultado, jamais se viu tanta corrupção, mentira e insegurança. Assistimos a uma fábula de Esopo: depois de tanto barulho nasceu um rato da montanha!

Eugênio José Alati eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

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''Sr. presidente, que tal propor pena maior para corrupção retroativa ao mensalão do PT?"

Robert Haller

robelisa@click21.com.br

São Paulo

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BRASILSÃO

O Brasil é o país do "Pibão", disse o ministro Mantega. Faltou dizer do mensalão, do palavrão, da corrupção, do apagão ético, aéreo e elétrico e de passar a mão na cabeça dos "meninos" Dirceu e Delúbio, do perdão de dívidas externas e do não saber, ver e ouvir.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

A marola dos outros é tsunami, a nossa é marolinha. O nosso decepcionante PIB é "Pibão", o dos outros é "pibinho". Dá para levar

a sério o discurso desse governo Lula, que aumenta e diminui, enaltece e deprecia, de acordo com a sua conveniência?

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

O "PIBINHO" DO SR. MANTEGA

Nosso bem-humorado ministro ironiza o PIB dos países europeus, mas se olhasse os números com atenção devia ficar é triste. O PIB da Itália, país sem petróleo e recursos minerais, com reduzida extensão territorial e menos de 60 milhões de habitantes, é US$ 1,814 trilhão e o do Brasil, de R$ 2,889 trilhões, que ao câmbio atual (1,72) representam US$ 1,679 trilhão. Comparando o PIB per capita, temos US$ 31.200 para a Itália e US$ 9.400 para o Brasil. Mesmo sabendo que a Itália passa por uma séria crise, acho a ironia do ministro bastante fora de lugar.

Franco Magrini framagr@ig.com.br

Cachoeira Paulista

UPAS DO RIO

A análise feita pela pesquisadora Ligia Bahia na reportagem Unidades de emergência do Rio aumentam e causam polêmica (8/12) não tem base na realidade. A UPA não tem nada de "improvisada", insere-se numa política que integra os diversos níveis de atenção à saúde com o objetivo de desafogar o atendimento das urgências e emergências dos hospitais. Para aderir ao projeto das UPAs os municípios devem, necessariamente, expandir o Programa Saúde da Família, principal estratégia do Ministério da Saúde para reorientar o sistema a partir da atenção básica, em que 80% dos problemas de saúde podem ser solucionados. As UPAs também trabalham integradas ao Samu, que, além de prestar serviço móvel, possui centrais reguladoras que organizam o sistema local. Do total de atendimento das UPAs do Rio de Janeiro, 99,5% foram resolvidos nas próprias unidades. Não é à toa que a população que utiliza as UPAs aprova o serviço.

Gabriela Wolthers, assessora de Imprensa do Ministério da Saúde

Brasília

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