, O Estadao de S.Paulo

26 de janeiro de 2010 | 00h00

O resgate de ex-mensaleiros feito pelo novo Diretório Nacional do PT não surpreende. Estava previsto e anunciado. Ou alguém achou que iam anunciar ética e uma ação contra a corrupção na política, expulsando-os?

MACMILLER JOSÉ RIBEIRO macmilleribeiro@gmail.com

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São Paulo

É bom a oposição arregaçar as mangas e trabalhar muito. Pelo tom dos petistas, a campanha presidencial em 2010 será insuflada pelos mensaleiros e pelos aloprados, acostumados ao trabalho sujo. Como já estão usando o governo federal e a Justiça Eleitoral está cega, podemos esperar a compra de votos nas manchetes da mídia, sem que ninguém seja preso ou devolva o dinheiro aos cofres públicos.

ANDREA C. CARVALHO spdeiacarvalho@gmail.com

São Paulo

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Autoritarismo

O artigo À sombra do AI-5, do ex-ministro Almir Pazzianotto Pinto (25/1, A2) escancara para toda a Nação o caráter autoritário dos atuais donos do poder, empenhados em reescrever a Constituição e inspirar um programa de governo para a campanha de Dilma Rousseff. A lucidez do ex-ministro é um alerta a todos os brasileiros para a defesa dos direitos fundamentais da cidadania.

ARY SIMONETTO PEREIRA ritasimonetto@hotmail.com

São Paulo

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''Regra do PT: ética é frescura da elite''

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com

Osasco

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Direitos humanos violados

A entrevista da iraniana Shirin Ebadi (24/1, A 24) deve alertar o presidente Lula e também o povo brasileiro para o problema da relativização dos direitos humanos no Irã e no mundo. Lula desonra a Constituição de 1988 ao se aliar a governos criminosos e ditatoriais como o de Ahmadinejad. Além disso, demonstra insensibilidade diante do sofrimento do povo do Irã. O Brasil não pode ficar omisso ante as dramáticas violações de direitos humanos. É muito fácil condenar os horrores do passado, como o holocausto de 6 milhões de judeus nos campos de concentração nazistas, mas poucos se dispõem a censurar as atrocidades atuais. Shirin Ebadi faz jus ao Prêmio Nobel da Paz, que recebeu em 2003. Certamente o mundo seria menos violento se tivéssemos mais pessoas com sua coragem e empatia.

ALDIR GUEDES SORIANO aldir_soriano@uol.com.br

Presidente Venceslau

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Ótima e esclarecedora, a entrevista da sra. Shirin Ebadi deixa a nós, brasileiros, a pergunta: "Como seu presidente pode apoiar um governo que mata e tortura sua gente?" Lula não precisava ter recebido Ahmadinejad aqui nem deve ir ao Irã enquanto lá se violarem os direitos humanos. É triste, mas temos um governo que usa de toda a retórica sobre direitos humanos e age com hipócrita incoerência. São as ficções do poder, mas não enganam a todos.

ALEXANDRE MARTINS alexdrsoares@gmail.com

Belo Horizonte

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Gostaria muito que Lula atentasse para as recomendações da sra. Shirin Ebadi e não se unisse a governos criminosos. Tenho certeza que o povo brasileiro não compactua com essas amizades - com Mahmoud Ahmadinejad, Hugo Chávez e outros. Mas parece que Lula prefere estar sempre na contramão da opinião dos líderes do mundo. Por quê, presidente? Que vantagem o Brasil leva?

MARIA LUCIA BRECH lubrech@gmail.com

São Paulo

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Educação

O editorial Educação reprovada (24/1, A3) chama a atenção, de forma muito apropriada, para o papel da educação para o futuro do País. O Brasil partiu de bases precárias, pois a escolarização se expandiu com muito atraso e só atingiu a universalização das séries iniciais no início do século 21. Os avanços, neste contexto, foram grandes, mas para superar os desafios atuais serão necessárias políticas consistentes. Aos três temas apontados no relatório da Unesco cabe acrescentar a capacitação dos professores e sua remuneração adequada. Sem isso os outros três não são realizáveis.

PEDRO PAULO A. FUNARI, assessor do gabinete do reitor da Unicamp ppfunari@reitoria.unicamp.br

Campinas

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Caos urbano

Parabéns ao professor Marco Aurélio Nogueira pelo lúcido artigo A cidade inclemente (23/1, A2). Ao comemorar seus 456 anos, São Paulo enfrenta situação caótica pelas intensas chuvas que a castigam. Cita o articulista frase do prefeito Gilberto Kassab, que atribui o estrago ao "crescimento desordenado e à impermeabilização excessiva da cidade". É oportuno lembrar que em 1973 o então prefeito Figueiredo Ferraz alertou que São Paulo precisava parar de crescer para que seus habitantes tivessem qualidade de vida digna de cidadãos que pagam impostos e merecem receber o mínimo em serviços e obras que tornem a cidade um local saudável para viver, trabalhar e exercer a cidadania em plenitude. Parece que os prefeitos que sucederam ao emérito professor da Escola Politécnica da USP não levaram em conta suas advertências, deixando de lado o aspecto técnico da administração municipal e focando sua atuação só em arranjos políticos. Não houve planejamento urbano, a fiscalização de uso e ocupação do solo foi esquecida, juntamente com o poder de polícia de competência do Município, o que gerou a ocupação desordenada de áreas de várzea do Rio Tietê, encostas e áreas de proteção ambiental e de mananciais, como a Serra da Cantareira. A própria Prefeitura ajudou a impermeabilizar o solo, fazendo calçadas sem área verde, sem plantio de árvores e/ou gramados que pudessem absorver as águas pluviais. Diante dessa situação crítica, só resta apelar aos que ainda têm amor à cidade e comecem a trabalhar para reverter o caos urbano. Começando pela educação ambiental da população, apelando, via meios de comunicação de massa, para que não se jogue lixo e entulho nas ruas e cada família tenha seu jardim, sua horta doméstica, ao menos uma árvore na calçada, e assim por diante. Mas o poder público precisa dar o exemplo, criando, por exemplo, coleta semanal de entulho e/ou móveis descartados, para evitar o entupimento de bueiros, bocas de lobo, córregos e rios. Como dizia o prefeito Figueiredo Ferraz, São Paulo precisa ter um quadro de técnicos que planejem as obras necessárias para o desenvolvimento da cidade e um quadro de fiscalização que exerça o poder de polícia com competência e correção quanto às normas de uso e ocupação do solo. Só assim poderemos comemorar dignamente o aniversário desta cidade, fundada pelos jesuítas, que tem a nobre missão de acolher todos os que a procuram e permitir que seus habitantes tenham uma vida digna de cidadãos que trabalham e seus merecidos descanso e lazer, com sua família, com um mínimo de segurança e conforto - que cabe ao poder público garantir a quem paga impostos e merece o devido respeito com a prestação de serviços públicos de qualidade.

IDÉRITO MIGUEL CALDEIRA iderito@gmail.com

São Paulo

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Refém

Olavo Setubal, o último prefeito de verdade da cidade de São Paulo, em entrevista a mim concedida no segundo semestre de 1975, definiu bem o que ninguém acredita: "Esta cidade, de muitas Biafras e poucas Suíças (a expressão foi criada por ele, naquela tarde), sempre será refém das enchentes. É uma situação intransponível de 2.500 km de córregos sobre pouco mais de mil km2, sem incluir nessa conta os três rios. Se empenharmos todos os orçamentos equivalentes ao deste ano para absurdamente domar a natureza, nem em meio século o problema será resolvido. Encanada, desviada, coberta ou "corrigida" em fundos de vale, a água sempre buscará o leito que Deus lhe deu." Era uma reportagem sobre o pessimismo dos governantes, depois de cumprir o último compromisso da agenda de cada dia.

MOACYR CASTRO jequitis@uol.com.br

Ribeirão Preto

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Aguaceiros

Se as eleições no Brasil fossem em fevereiro, os problemas causados pelas chuvas já teriam sido resolvidos há muitos anos.

SERGIO PINHEIRO LOPES sergiotradutor@uol.com.br

São Paulo

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